Eduardo Bolsonaro compara Lula a 'bêbado da rua' em crítica à política externa
Eduardo Bolsonaro: Lula é 'bêbado da rua' no exterior

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é tratado com indiferença pela comunidade internacional e comparou o petista a um “bêbado da rua”. A declaração foi dada durante entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube, ao comentar a repercussão do discurso de Lula na cúpula do Mercosul, realizada nesta semana em Assunção, no Paraguai.

Críticas à atuação internacional de Lula

Segundo Eduardo, as críticas feitas por Lula ao protecionismo e sua defesa de maior autonomia dos países sul-americanos diante dos Estados Unidos não produzem efeitos práticos no cenário internacional. “O Lula na comunidade internacional é o bêbado da rua. Quando você sai de casa para comprar pão e vê o bêbado da rua gritando e xingando, você só olha e segue a vida”, afirmou.

As declarações ocorreram um dia depois de Lula utilizar a reunião do Mercosul para defender que o bloco preserve sua autonomia e amplie a cooperação regional. Sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o petista criticou o avanço do protecionismo, defendeu o Pix como modelo de integração financeira para os países do bloco e afirmou que “ninguém é dono da América do Sul”.

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Comparação com Trump e adjetivação

Na entrevista, Eduardo também mencionou declarações recentes de Trump sobre Lula. Segundo o ex-deputado, o presidente americano passou a classificar o brasileiro como um líder “volátil”, o que, na avaliação dele, demonstra falta de prestígio do petista junto à Casa Branca. “Lula começou a ser adjetivado pelo Trump. Deixou de ser o dinâmico, agora é volátil. É uma maneira muito educada de dizer: venha beijar a minha mão, lamber as minhas botas. Depois volta ao Brasil e faz discurso para a militância”, declarou.

Tensões entre Brasil e Estados Unidos

As críticas de Eduardo ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. O governo brasileiro tenta reverter a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, enquanto Lula tem adotado um discurso de defesa da soberania nacional e da diversificação das relações comerciais do país.

A política externa deve ganhar espaço na campanha presidencial deste ano. Enquanto Lula busca apresentar sua atuação internacional como instrumento para ampliar mercados e fortalecer a posição do Brasil em fóruns multilaterais, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm intensificado as críticas à condução diplomática do governo e defendem uma aproximação maior com os Estados Unidos e com governos conservadores.

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