O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o rompimento entre o Partido Liberal (PL) e o partido Novo após críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A reação ocorreu depois de uma entrevista em que Zema criticou a relação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Críticas de Zema a Flávio
Em entrevista recente, Romeu Zema afirmou que Flávio Bolsonaro deveria ter mais cautela em suas relações pessoais e políticas. O governador mineiro sugeriu que a proximidade com Vorcaro era "duvidosa" e que isso poderia prejudicar a imagem do grupo político. As declarações geraram reação imediata de Eduardo Bolsonaro.
Resposta de Eduardo Bolsonaro
Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou as críticas de Zema como "rivalidade política" e defendeu o fim da aliança entre PL e Novo. "Se o governador Zema prefere atacar nosso grupo em vez de somar forças, então que cada um siga seu caminho", escreveu o deputado. Ele também acusou Zema de tentar desgastar a imagem de Flávio para benefício próprio.
Eduardo ainda lembrou que o Novo e o PL têm diferenças programáticas e que a aliança sempre foi frágil. "O Novo nunca foi um aliado confiável. Melhor romper agora do que manter uma união falsa", completou.
Tensão entre os grupos
O episódio acirra a tensão entre as duas legendas, que já vinham demonstrando divergências em pautas econômicas e administrativas. Enquanto o PL busca uma posição mais conservadora e alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o Novo defende uma linha liberal e de menor intervenção estatal.
Além disso, Eduardo Bolsonaro tem manifestado apoio à deputada Júlia Zanatta (PL-SC) como vice em uma eventual chapa presidencial do grupo. A indicação de Zanatta é vista como uma tentativa de fortalecer a ala feminina e conservadora do partido.
Até o momento, Romeu Zema não se manifestou oficialmente sobre a proposta de rompimento de Eduardo. Nos bastidores, aliados do governador mineiro avaliam que a reação foi desproporcional e que as críticas foram pontuais, sem intenção de romper a aliança.
O futuro da parceria entre PL e Novo, no entanto, permanece incerto. Com as eleições municipais de 2026 se aproximando, ambos os partidos precisarão definir suas estratégias e alianças nos estados. O rompimento pode enfraquecer a oposição ao governo federal e abrir espaço para novas composições políticas.



