O ex-presidente Michel Temer apresentou em São Paulo, para um seleto grupo de convidados, o documentário '963 Dias', dirigido por Bruno Barreto. O filme, que defende o legado do governo Temer e refuta a tese de golpe contra Dilma Rousseff, teve parte de seu financiamento oriundo de um fundo ligado ao empresário João Vorcaro. A produção deve chegar aos cinemas a partir de setembro, inicialmente em dez capitais brasileiras.
Produção e entrevistas
O documentário conta com entrevistas de figuras políticas como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A obra busca apresentar Temer como vítima de uma conspiração política e destaca as reformas trabalhista e da previdência como conquistas de seu governo. Não foram incluídos depoimentos de petistas ou críticos ao governo Temer.
Financiamento e polêmica
O fundo ligado a Vorcaro, que também é investigado em outros contextos, injetou recursos na produção. A revelação gerou questionamentos sobre a independência do documentário. Segundo a produção, os valores foram obtidos por meio de leis de incentivo à cultura. O filme também aborda a gravação da conversa de Temer com Joesley Batista, dono da JBS, e o impacto político até a ascensão de Jair Bolsonaro.
Estreia e expectativa
A estreia comercial está prevista para setembro, com exibições em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, entre outras capitais. A produção espera alcançar um público amplo e gerar debate sobre o período. 'É um registro histórico importante', afirmou Bruno Barreto em nota. O documentário tem duração de 96 minutos e será distribuído pela Paris Filmes.



