O ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira, um dos nomes históricos do PSDB e defensor do impeachment de Dilma Rousseff, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na tarde desta quarta-feira (26) em São Paulo. O evento contou com a presença do vice-presidente e também ex-tucano Geraldo Alckmin, atual presidente do PSB.
Trajetória de mudanças políticas
Aloysio Nunes foi uma das lideranças mais críticas ao PT durante a crise política que culminou no impeachment de Dilma em 2016. No entanto, surpreendeu ao apoiar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, rompendo com a orientação majoritária de seu partido à época. Ele deixou o PSDB em 2024 e, desde então, residia em Bruxelas, onde atuava na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
Filiação ao PSB e planos futuros
Em discurso, Alckmin destacou a importância da adesão de Aloysio Nunes para fortalecer o partido. "É uma honra receber um político experiente e comprometido com o desenvolvimento do Brasil", afirmou. Nunes, por sua vez, declarou que não será candidato nas próximas eleições, mas que pretende contribuir com a formulação de políticas internacionais e de comércio exterior. O ex-chanceler afirmou: "O PSB é o espaço adequado para seguir trabalhando pelo país, com diálogo e responsabilidade."
Repercussão e contexto
A filiação ocorre em meio a um movimento de aproximação de ex-integrantes do PSDB com legendas da base do governo Lula. Aloysio Nunes é o mais recente de uma série de tucanos históricos que migraram para partidos como PSB e PSD. A mudança de lado é vista como um reflexo da reconfiguração do espectro político brasileiro após as eleições de 2022.



