O partido Missão oficializou, durante o Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), o nome do Coronel Busnello como candidato ao governo do Rio de Janeiro. Ex-integrante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde atuou como sniper, Busnello terá como principal bandeira a segurança pública. A chapa inicialmente liderada pelo bombeiro militar Rafa Luz foi reformulada; Luz agora concorrerá como vice-governador.
Perfil e trajetória de Coronel Busnello
Coronel Busnello serviu no Bope, unidade de elite da Polícia Militar fluminense, especializada em operações de alto risco. Sua experiência como atirador de elite e em combate urbano molda seu discurso, que promete ações duras contra a criminalidade e a corrupção no estado. O partido Missão, de orientação conservadora, aposta na imagem de “homem de ação” para conquistar eleitores cansados da violência.
Mudança na chapa e estratégia eleitoral
Inicialmente, Rafa Luz, também militar do Corpo de Bombeiros, era o pré-candidato ao governo. A decisão de inverter a chapa, colocando Busnello como cabeça, foi tomada para fortalecer o discurso de segurança. Segundo Renan Santos, dirigente do Missão, “Busnello representa a figura ideal para liderar essa batalha contra o crime organizado e a corrupção que assolam o Rio”. A expectativa é que a experiência operacional do coronel gere identificação com o eleitorado preocupado com a crise de segurança.
Foco na segurança pública
O Rio de Janeiro enfrenta índices elevados de homicídios, roubos e atuação de milícias. Busnello promete, se eleito, implementar políticas de inteligência e integração das forças policiais, além de combater a corrupção dentro do sistema prisional. “Não vamos tolerar desvios nem violência. Vamos usar a experiência de quem já esteve na linha de frente para proteger a população”, declarou o candidato durante o evento.
Reações e perspectivas
A candidatura de Busnello foi bem recebida pela base do partido, que vê nele um nome capaz de unir o eleitorado conservador. No entanto, analistas políticos apontam que a eleição no Rio deve ser polarizada, com candidatos de partidos tradicionais e de esquerda. A chapa Missão terá o desafio de ampliar o tempo de TV e recursos de campanha para se tornar competitiva.



