Corpo de mulher desaparecida desde junho é encontrado em Angra dos Reis
Corpo de mulher desaparecida desde junho é encontrado

As polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro localizaram nesta sexta-feira (17) o corpo de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, que estava desaparecida desde 30 de junho. A descoberta ocorreu às margens de uma estrada em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, após análises de imagens de radares de trânsito.

O desaparecimento e as investigações

Berenice morava em uma edícula de um restaurante em Ubatuba, litoral de São Paulo, onde trabalhava como cozinheira. A dona do estabelecimento, Eliane Alves dos Santos, informou à polícia que a funcionária havia conseguido outro emprego e afirmou ter dado carona a Berenice até um bairro de Ubatuba no dia 30 de junho. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostraram a caminhonete de Eliane passando por uma estrada na tarde do desaparecimento. Outras duas fotos, também parte da investigação, registraram o veículo seguindo em direção ao Rio de Janeiro e retornando na mesma noite.

Com base nessas evidências, a Justiça determinou a prisão temporária de Eliane, que está detida desde 10 de julho. Na caminhonete da empresária, os policiais constataram a “existência de dano recém recuperado proveniente de disparo de arma de fogo” e encontraram vestígios de sangue. A perícia ainda vai determinar se o sangue é de Berenice.

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Localização do corpo

As polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro uniram esforços para rastrear o trajeto da caminhonete por meio de radares de trânsito. “Os radares é que vão dando para a gente onde passou e onde não passou. E chegamos àquele ponto e aí iniciamos as buscas há uns quatro dias atrás naquele local”, afirmou o delegado Tadeu Ricardo de Castro.

O corpo de Berenice foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Angra dos Reis. Segundo a polícia, a vítima foi reconhecida por um filho, mas ainda serão realizados exames para determinar as circunstâncias da morte.

Motivação e possíveis envolvidos

A principal hipótese da polícia para o crime é uma desavença relacionada ao pagamento da rescisão trabalhista. A defesa de Eliane não se pronunciou desde a localização do corpo. A investigação também apura o envolvimento de outras pessoas. “O lugar é de difícil acesso. Provavelmente alguém ajudou. Então a gente primeiro trabalha com pelo menos 1 pessoa envolvida”, afirmou o delegado.

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