Caso Vorcaro expõe corrupção em todos os Poderes, alertam leitores
Caso Vorcaro expõe corrupção em todos os Poderes

As cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal Estadão deste domingo trazem críticas contundentes sobre o alcance das conexões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em todos os Poderes. O leitor José Renato Nascimento, de Santana, afirma que a reportagem deveria ser colocada em todas as seções eleitorais do Brasil, pois mostra claramente que o petismo e o bolsonarismo podem acabar com o País. Políticos dos dois lados, envolvidos com propinas, presentes inadequados e contratos suspeitos, estão detalhados, além do envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por Lula, Temer e Bolsonaro – é um caos. Precisamos de alguém fora dessa dicotomia.

Predominância da corrupção de direita

Adilson Roberto Gonçalves, de Campinas, discorda da ideia de que as conexões foram indistintas. Para ele, a ferramenta do Estadão não deixa dúvidas sobre a predominância, com larga margem, da corrupção da direita e da extrema direita envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Não há como querer confundir e dizer que as conexões foram indistintas por todo o espectro político, sem contar o peso de cada conexão.

Desafios do homeschooling

Alberto Utida, de São Paulo, critica o projeto de educação domiciliar, apontando que detalhes não foram pensados para o Brasil atual. Para um bom ensino domiciliar, o estudante precisa ter um lar com local de estudo que conte com equipamentos, livros e silêncio, sem brigas ou contendas. Será que as famílias têm essa estrutura? Pensem nas periferias, nas cidades longínquas que não têm nada disso. Isso será um ensino só para a alta classe de novo? Está na contramão da atual legislação.

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Barbara Lores, de Curitiba, oferece uma visão diferente, defendendo a liberdade educacional. Ela afirma que a escola não é a única forma de preparar para a vida em sociedade. A escolarização obrigatória, no Brasil, é relativamente recente. Antes de sua expansão ao longo do século 20, as pessoas também aprendiam a conviver, trabalhar e participar da vida em sociedade. Outro ponto é que a sala de aula costuma reunir crianças da mesma faixa etária, que vivem na mesma região, pertencem à mesma classe social e usam até as mesmas roupas. Será que existe algum outro momento da vida em que frequentemos um ambiente tão uniforme? O homeschooling pode ser uma oportunidade de ampliar, e não restringir, as experiências das crianças, permitindo atenção personalizada e mais tempo para esportes e artes. A discussão não é nova: em 1994 foi apresentada a primeira proposta para regulamentar o homeschooling no Brasil. São mais de 30 anos de omissão do Legislativo, enquanto famílias continuam vivendo sob insegurança jurídica. Em 2018, o STF deixou claro que a educação domiciliar é compatível com a Constituição, mas depende de lei. A Câmara já aprovou um projeto de regulamentação, e é positivo que o Senado tenha aprovado urgência para votação. A regulamentação poderia democratizar o acesso e estabelecer critérios de qualidade e segurança.

Bets: conivência do poder público

Willian Martins, de Guararema, critica a atuação do poder público em relação às bets. O problema é que todos sabiam da situação e fizeram vista grossa diante do volume de recursos que as bets renderam aos cofres do Tesouro. Não adianta deputados, senadores e integrantes do governo dizerem que desconheciam o problema, pois os dados estavam à disposição de todos. O que fez a “chave virar” foi a propaganda negativa que ganhou escala com a Copa do Mundo. Até então, estava tudo liberado, desde que o Estado recebesse a sua participação. O poder público agiu como agenciador das empresas de jogos de azar. Agora, em tempo de eleição e endividamento crônico, percebeu que o retorno pode não compensar o risco.

Guerra no Oriente Médio e impactos econômicos

Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, alerta que todos os tolos envolvidos na guerra no Oriente Médio sairão derrotados, assim como os não tolos que não estão envolvidos. A guerra impacta profundamente o valor do petróleo, fato que desencadeará aumento expressivo dos preços de bens de consumo e serviços que dependem do “ouro negro”. Portanto, os não tolos também pagarão um preço pesado.

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Cotas e educação pública

Marisa Bodenstorfer, de Lenting, Alemanha, opina que se as escolas públicas de base fossem de qualidade e acessíveis a todos, independentemente de cor ou poder econômico, as cotas seriam desnecessárias.

Desempenho da seleção brasileira

J. S. Vogel Decol, de São Paulo, elogia a virada épica da Argentina sobre o Egito por 3 a 2, honrando as cores do uniforme, o hino nacional e a torcida. Em contraste, critica a vergonhosa derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, sendo eliminado nas oitavas de final. Enquanto a Argentina segue para as quartas, o Brasil volta para casa. O sonho do hexa virou um pesadelo. Aplausos para a Argentina e vaias para a seleção de Carlo Ancelotti. Muda, Brasil.

Gilberto Pereira Tiriba, de Santos, também destaca a garra argentina, mesmo perdendo por 2 a 0, e a falta de vontade da seleção brasileira, excessivamente acomodada.

Armando Bergo Neto, de Campinas, emociona-se com o discurso do técnico do Egito em defesa dos palestinos, destacando a empatia e a esperança.

Sylvio Belém, de Recife, afirma que Neymar tornou-se um personagem pequeno, frustrante e decepcionante, que logo será esquecido, ao contrário de Pelé, Garrincha e outros ídolos.

Luiz Frid, de São Paulo, critica a CBF e o fato de quase todo o time não voltar ao Brasil após a eliminação, ficando na Europa.

José Luis Ribeiro Brazuna, de São Paulo, sonha que o fim da era Neymar seja o prenúncio da recuperação do futebol brasileiro.

Luiz Felipe Schittini, do Rio de Janeiro, critica Carlo Ancelotti, que teve um ano para treinar a seleção, convocou quem quis e ignorou jogadores do campeonato brasileiro. A seleção teve o pior desempenho da história, com 66% de posse de bola para os adversários. A permanência de Ancelotti até 2030 põe em risco a credibilidade da única pentacampeã.