A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ficar numericamente acima da avaliação negativa, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (16). O levantamento mostra que 35,3% dos brasileiros classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 34,3% a consideram ruim ou péssima.
A diferença de um ponto percentual marca uma inflexão em relação aos levantamentos anteriores e interrompe uma sequência de meses em que a avaliação negativa aparecia à frente da positiva.
Os dados indicam que 11,2% dos entrevistados consideram o governo ótimo e 24,1% o classificam como bom. Do outro lado, 9,4% avaliam a administração federal como ruim e 24,9% como péssima. Outros 29,2% enxergam a gestão como regular, enquanto 1,1% não souberam ou não responderam.
Reação positiva avança
A melhora ocorre após um período de recuperação gradual da percepção sobre o governo. Em fevereiro deste ano, a avaliação positiva havia atingido 29%, enquanto a negativa chegou a 44%, o pior resultado da série recente para a administração petista.
Desde então, os indicadores passaram a convergir. Em junho, a aprovação positiva alcançou 35%, seis pontos acima do registrado quatro meses antes. No mesmo intervalo, a avaliação negativa recuou dez pontos percentuais, passando de 44% para 34%.
A avaliação regular permaneceu relativamente estável ao longo do período. Depois de atingir 30% em junho de 2025, o índice encerrou o levantamento atual em 29%.
Distância entre avaliações diminui
Os números mostram uma mudança relevante em comparação com o início de 2025. Em fevereiro, a diferença entre avaliação negativa e positiva era de 15 pontos percentuais. Agora, o quadro se inverteu, ainda que dentro da margem de erro. Em abril, a pesquisa registrava 32% de avaliação positiva e 37% de negativa. Dois meses depois, a curva das duas séries se cruzou, com vantagem numérica para os que aprovam a gestão.
O resultado reforça sinais de recuperação observados em outros levantamentos recentes sobre a popularidade do presidente, embora a parcela que considera o governo regular continue representando quase três em cada dez brasileiros.
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores entre os dias 10 e 14 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026.



