Ancine supera paralisia com inovação e cooperação
A administração pública brasileira frequentemente enfrenta paralisia devido ao excesso de controle, como exemplificado pelo caso da Agência Nacional do Cinema (Ancine). No entanto, a experiência recente da agência demonstra que é possível conciliar fiscalização rigorosa com inovação e eficiência.
Por meio do programa "Malha Fina Ancine", que utiliza aprendizado de máquina e transparência, a agência conseguiu resolver 92% do passivo de processos em três anos, gerando uma economia de R$ 1,4 bilhão para os cofres públicos. O resultado foi alcançado com cooperação institucional e substituição de disputas por consenso.
Lições para a gestão pública
O caso da Ancine oferece conclusões simples: controle não é sinônimo de paralisia. A fiscalização pode coexistir com a inovação quando há diálogo e uso inteligente de tecnologia. A experiência mostra que a máquina administrativa pode ser destravada sem abrir mão da responsabilidade fiscal.
Segundo especialistas, a chave foi a mudança de postura, priorizando a solução de problemas em vez da punição. A transparência dos dados e o uso de algoritmos permitiram identificar irregularidades com mais rapidez, reduzindo o tempo de análise e liberando recursos.
Impacto e perspectivas
A economia de R$ 1,4 bilhão representa um alívio para o orçamento público, além de demonstrar que é possível modernizar a gestão sem criar novos gargalos. A Ancine se tornou um exemplo de como a cooperação entre órgãos de controle e entidades reguladas pode gerar resultados positivos.
Para o futuro, a expectativa é que o modelo seja replicado em outras agências e setores da administração pública, promovendo uma cultura de inovação e eficiência sem abrir mão do controle necessário.



