Alerta de aliados: o maior risco de Bolsonaro nas eleições
Alerta de aliados: maior risco de Bolsonaro

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão em alerta máximo: o maior risco para sua candidatura nas eleições de 2026 é a possibilidade de inelegibilidade, decorrente de processos em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A avaliação é de que, se condenado, Bolsonaro pode ficar fora da disputa, o que representaria um golpe duro para a direita brasileira.

Processos no TSE ameaçam candidatura

Atualmente, Bolsonaro responde a pelo menos três ações no TSE que podem resultar em inelegibilidade por oito anos. A mais avançada é a que trata da reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual ele atacou o sistema eleitoral sem provas. O relator, ministro Benedito Gonçalves, já votou pela condenação, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista.

Outro processo diz respeito ao uso da estrutura do governo para promover sua campanha, e um terceiro envolve supostas irregularidades na contratação de serviços de comunicação. Segundo aliados, a soma dessas ações cria um cenário de risco real.

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Estratégia de defesa e mobilização

Para tentar evitar a inelegibilidade, a defesa de Bolsonaro aposta em duas frentes: jurídica e política. No âmbito jurídico, os advogados buscam adiar os julgamentos para depois das eleições, ou anular provas. Politicamente, o ex-presidente intensifica a mobilização de apoiadores, com atos públicos e discursos que atacam o TSE.

“O maior risco é ele ficar inelegível. Se isso acontecer, a direita perde seu principal nome”, afirmou um aliado próximo, sob condição de anonimato. A preocupação é que, sem Bolsonaro, o campo conservador fique fragmentado e sem um candidato competitivo.

Impacto nas eleições de 2026

Caso Bolsonaro seja declarado inelegível, o cenário eleitoral muda drasticamente. Pesquisas internas indicam que ele lidera as intenções de voto para 2026, com cerca de 35% das preferências. Sem ele, nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou o senador Sergio Moro poderiam herdar parte desse eleitorado, mas sem a mesma força.

Aliados também temem que a inelegibilidade desmotive a base e reduza a participação nas urnas. “O bolsonarismo é muito centrado na figura dele. Sem ele, a gente perde o rumo”, disse outro interlocutor.

Próximos passos

O TSE deve retomar o julgamento da ação dos embaixadores ainda em 2026. Se condenado, Bolsonaro pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a tendência é que a decisão seja mantida. Enquanto isso, o ex-presidente mantém a agenda de viagens e discursos, tentando pressionar o tribunal e manter viva a esperança de seus apoiadores.

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