O piloto goiano Pedro Augusto, de 33 anos, natural de Iporá, no oeste de Goiás, celebra 11 anos de carreira na aviação comandando jatos executivos em destinos de luxo pela Europa, como Portugal, Itália e França. Em entrevista ao g1, Pedro contou que chegou a cogitar cursar agronomia por influência do pai, fazendeiro, mas decidiu seguir a vocação que nasceu na infância, quando ia de bicicleta para o aeroporto de Iporá para ver as aeronaves de perto.
Infância no aeroporto e formação
“Sempre que chegava avião na cidade, meu tio ia para o aeroporto e me levava. E aí depois eu comecei a ir sozinho. Com oito anos de idade, eu pegava a bicicleta, corria para o aeroporto quando chegava avião... e ali que começou o sonho de ser piloto”, disse Pedro. Ele cursou Ciências Aeronáuticas na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
Carreira internacional e bastidores
Pedro detalhou os bastidores enquanto pilota o jato Citation XLS, modelo de porte médio utilizado nos trajetos internacionais. Nas redes sociais, ele publicou um vídeo mostrando a decolagem, a visão privilegiada do horizonte e o interior da aeronave, com poltronas de couro e acabamento em madeira. Na legenda, escreveu: “Iporá venceu, onde nós chegamos”.
O piloto revelou que sonhava trabalhar em uma companhia aérea e tentou entrar na Latam, Gol e Azul, mas nunca conseguiu. “Não tenho vontade mais de ir para comercial, não. Prefiro os voos corporativos”, afirmou, acrescentando que a experiência foi a melhor escola.
Rotina e empregador
Há dois meses, Pedro está na Europa, mas já trabalhou em voos particulares na América Latina e foi piloto da dupla Israel e Rodolfo, na AudioMix. Ele está à disposição do patrão, Alex Bastos, também natural de Iporá. Alex é casado com um americano médico, e ambos são donos do avião e trabalham com planos de saúde. O casal possui residências no Brasil (Goiânia e Iporá), nas Ilhas Virgens Americanas (St. Thomas), em Chipre, em Portugal, um castelo na Itália e uma casa na França.
A rotina de Pedro na aviação executiva é marcada pela flexibilidade e disponibilidade constante. Sem escala definitiva, ele vive em regime de standby, podendo ter a data de retorno ao Brasil alterada ou permanecer em solo por vários dias. “Estou aqui em Saint-Tropez. Vou voar daqui a 15 dias”, destacou. Ele coordena os limites de jornada e descanso, garantindo o cumprimento das normas de segurança e informando ao proprietário quando os limites operacionais diários são atingidos.



