Alckmin veta projeto de Contrato de Primeiro Emprego para jovens
Alckmin veta projeto de Contrato de Primeiro Emprego

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que instituía o chamado Contrato de Primeiro Emprego, destinado a jovens de 18 a 29 anos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (18).

Entenda o projeto vetado

A proposta criava uma nova modalidade de contratação para quem buscava a primeira oportunidade no mercado formal. Entre os pontos principais, estavam a redução de encargos trabalhistas e previdenciários para os empregadores e a flexibilização de direitos dos trabalhadores. No entanto, o governo federal considerou que o texto apresentava vício de inconstitucionalidade e contrariava o interesse público, ao reduzir garantias trabalhistas e previdenciárias da juventude.

Pontos questionados pelo Executivo

  • Jornada de até 44 horas semanais: na avaliação do governo, essa medida dificultaria a conciliação entre trabalho e estudos, prejudicando a formação educacional dos jovens.
  • Benefícios tributários e previdenciários aos empregadores: não haveria contrapartidas proporcionais aos trabalhadores. Além disso, a proposta poderia desestimular contratações pela Lei da Aprendizagem, política que prevê jornada compatível com os estudos, formação técnico-profissional e proteção trabalhista.

Impactos e alternativas

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, mais de 6 milhões de jovens ingressaram no mercado formal por meio da Lei da Aprendizagem nos últimos 26 anos. Em março de 2026, o país registrou mais de 700 mil contratos ativos nessa modalidade, o maior número da série histórica.

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Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, o Executivo afirmou que o projeto afrontava princípios constitucionais como isonomia, igualdade material e vedação ao retrocesso social, ao estabelecer um conjunto reduzido de direitos para parte dos trabalhadores.

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