Os advogados do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na última segunda-feira (17), ainda tentam reabrir as negociações para um acordo de delação premiada. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) já descartaram reiniciar as tratativas, após duas tentativas anteriores que não avançaram.
Histórico das negociações
Segundo fontes próximas ao caso, as conversas para um possível acordo de colaboração premiada começaram há meses, mas foram interrompidas em duas ocasiões por falta de acordo sobre os termos propostos. A defesa de Vorcaro tentou retomar o diálogo após a prisão, mas encontrou resistência das autoridades.
A PGR e a PF avaliam que as propostas apresentadas até agora não atendem aos requisitos legais para a delação, especialmente no que diz respeito à profundidade das informações e à voluntariedade do colaborador. Além disso, o timing das tentativas é visto com desconfiança, já que ocorrem após a decretação da prisão preventiva.
Impactos para a investigação
A recusa em reabrir as negociações sinaliza que as autoridades consideram ter elementos suficientes para prosseguir com as investigações sem a colaboração de Vorcaro. O executivo é alvo de operação que apura supostos crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
A defesa de Vorcaro não comentou oficialmente, mas advogados próximos afirmam que ainda avaliam outras estratégias jurídicas para reverter a prisão. O caso segue sob sigilo na Justiça Federal.



