O governo de São Paulo inaugura nesta terça-feira (30) a estação Washington Luís, da Linha 17-Ouro do Metrô, conforme adiantado pelo g1. A oitava estação da linha já está pronta e passa pelos ajustes finais nas catracas e escadas rolantes. Ao mesmo tempo, trens realizam os últimos testes de circulação no novo trecho, que acrescenta mais de 800 metros à linha, inaugurada em março deste ano.
Linha 17-Ouro ganha três destinos finais
Com a inauguração da oitava estação, a Linha 17-Ouro passa a ser a primeira do sistema metroferroviário paulista a contar com três opções de destinos finais. Em uma extremidade está a estação Morumbi. Na outra, os trens terão como destino final as estações Congonhas ou Washington Luís.
Inicialmente, enquanto a linha operar em formato transitório — com funcionamento gratuito das 10h às 15h —, os passageiros com destino à estação Washington Luís deverão desembarcar na estação Brooklin e embarcar em um trem exclusivo até o novo terminal. Da mesma forma, quem embarcar na estação Washington Luís e seguir em direção às estações Congonhas ou Morumbi também precisará trocar de trem na estação Brooklin para continuar a viagem.
Segundo o Metrô, funcionários estarão nas estações para orientar os passageiros. Também haverá avisos sonoros e mensagens nos monitores das plataformas para informar sobre a necessidade de troca de trem durante a operação transitória. A empresa afirma que quando a linha passar a operar integralmente, os passageiros deverão ficar atentos ao destino indicado nos trens, já que alguns seguirão para Congonhas e outros para Washington Luís, no chamado "formato Y".
Última estação da primeira etapa
A estação Washington Luís é a última da primeira etapa de entrega da linha pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), que inaugurou o trecho em 31 de março com sete estações. Nesta fase, o monotrilho da Zona Sul está funcionando apenas das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, com intervalo médio de 14 a 17 minutos entre os trens. A média de passageiros por dia é de 3.370.
Até agora, a Linha 17 tem operado no estilo “shuttle”, com somente um trem operando em cada sentido da linha, o que ocasiona esperas mais longas dos passageiros nas plataformas. O Metrô promete operação total da linha 17-Ouro para setembro.
A ideia do Metrô é que, a partir de julho, ao menos mais um trem entre em circulação, totalizando três veículos no atendimento dos passageiros. Entretanto, a operação tradicional, das 4h40 à meia-noite, de segunda a domingo, está prevista para ter início apenas em outubro, próximo ao primeiro turno da eleição, segundo o cronograma do Metrô divulgado na inauguração da linha, em março.
Nota do Metrô e números da linha
Em nota enviada ao g1, o Metrô confirmou que "uma nova etapa de operação transitória da Linha 17-Ouro começará até o fim deste mês, com a entrada em funcionamento da estação Washington Luís, seguindo o cronograma estipulado no plano de abertura da linha". "Um terceiro trem também está previsto para iniciar operação no final de junho. Com este cenário, a operação transitória poderá avaliar o desempenho dos sistemas, trens e estações em toda a linha, e sua evolução, para poder inserir mais trens em funcionamento simultâneo e a operação em carrossel, ampliando o horário e os dias de atendimento", disse a empresa.
Segundo o Metrô, desde o início da operação, já foram transportadas cerca de 220 mil pessoas na Linha 17-Ouro. As estações mais movimentadas do sistema desde a inauguração em março são: Morumbi com média de 966 passageiros por dia útil; Campo Belo com média de 896 passageiros por dia útil; Aeroporto de Congonhas com 690 passageiros por dia útil.
Nas contas do governo paulista, os 6,7 km de extensão operacional do primeiro trecho da Linha 17-Ouro devem receber cerca de 100 mil passageiros por dia após sua conclusão e início da operação comercial.
Repasse para a ViaMobilidade
A gestão Tarcísio pretende transferir o funcionamento da linha em outubro para a ViaMobilidade. A concessionária vai explorar o trecho por um período de 20 anos. O governo não descarta, entretanto, adiantar esse cronograma, para que a operação não fique tão próxima do pleito.
Segundo o g1 apurou, líderes do Metrô aconselharam o governo paulista a estender o período de administração da companhia estatal na linha, a fim de evitar problemas como os que ocorreram com a Linha 15-Prata no início da operação, em 2014. Desde sua inauguração, o monotrilho da Zona Leste sofreu com inúmeras falhas, problemas técnicos e até acidentes graves, como a colisão entre as locomotivas que operam o sistema, em 2019. No ano seguinte, em 2020, a Linha 15-Prata chegou a ficar quase quatro meses fechada para correção de problemas técnicos. Monotrilho registrou falhas em 219 dias nos últimos 5 anos.



