Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 37% dos eleitores brasileiros acreditam que a investigação da Polícia Federal (PF) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) impacta “muito negativamente” a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Para 22%, a operação da PF, que investiga possíveis elos entre Wagner e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não afeta negativamente a campanha de Lula. Outros 25% afirmam que há pouco impacto negativo. Outros 16% não souberam ou não quiseram responder.
Conhecimento sobre a investigação
Os eleitores que tiveram contato e se consideram bem informados sobre a investigação contra Wagner são 31%. Outros 15% disseram saber, mas não ter muito conhecimento sobre a operação, e 54% desconheciam. Para 61%, Jaques Wagner agiu de forma errada ao supostamente receber vantagens em troca de ajudar Daniel Vorcaro no Legislativo. Outros 11% não enxergam ilegalidades e 28% não quiseram ou não souberam responder.
Percepção sobre a natureza do caso
Os que acham que as descobertas da PF são mais uma questão pessoal de Jaques Wagner são 35%. Já 43% enxergam como um problema institucional do governo Lula. A pesquisa também questionou os eleitores sobre qual grupo político tem a imagem mais afetada pelo escândalo do Master. Os que dizem que é o governo Lula e os políticos do PT são 8%, enquanto 14% acreditam que são os membros do governo e da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 1% dizem que é o Congresso Nacional, e 5% acreditam que são os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Judiciário. Também há 4% que afirmam que é o Banco Central. Os que acham que todos os grupos são igualmente são 50% e 2% acham que nenhum. Não souberam ou não quiseram responder são 16%.
Detalhes da Operação Compliance Zero
No último dia 18 de junho, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Jaques no esquema. A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero. A investigação também avalia se Jaques Wagner usou a atuação parlamentar para defender pautas de interesse do Banco Master no Congresso. Segundo os investigadores, o senador teria tratado diretamente com o ex-sócio da instituição, Augusto Ferreira Lima, sobre propostas que poderiam beneficiar o banco controlado por Daniel Vorcaro.
Metodologia da pesquisa
A Genial/Quaest ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, presencialmente, de 10 a 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.



