Zelensky demite comandante do Exército da Ucrânia após crise política
Zelensky demite comandante do Exército após crise

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, demitiu o comandante-chefe do Exército, Oleksandr Syrskyi, em meio a uma crise política desencadeada pela saída do popular ministro da Defesa Mykhailo Fedorov. Syrskyi, de 60 anos, formado em academias militares da antiga União Soviética, ocupava o cargo desde 2024. Em seu lugar, Zelensky nomeou o general Drapatyi.

Motivações da demissão

A saída de Syrskyi ocorre após manifestações em apoio a Fedorov, que foi deposto em 14 de julho. Fedorov, o mais jovem a ocupar o cargo de ministro da Defesa, era conhecido por defender a modernização tecnológica das Forças Armadas. Ele acusou Syrskyi de ter pressionado sua saída e de ter dificultado a reforma do Exército.

Syrskyi ganhou projeção ao comandar a defesa de Kiev no início da invasão russa, em 2022. No entanto, seu estilo de comando era alvo de críticas. Adversários afirmavam que ele aceitava um elevado número de baixas nas operações militares, o que lhe rendeu o apelido de "açougueiro". Nascido na Rússia e formado em uma academia militar de Moscou, Syrskyi enfrentava desconfiança de setores nacionalistas.

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Reação de Zelensky

Em mensagem publicada no Telegram, Zelensky agradeceu a Syrskyi pelo trabalho à frente do Exército e confirmou a nomeação de Drapatyi. "Sou grato a Oleksandr Syrskyi e a cada um de nossos combatentes pelas sólidas posições da Ucrânia na linha de frente", escreveu o presidente.

A demissão ocorre em um momento crítico da guerra, com a Ucrânia enfrentando pressão militar russa no leste do país. A troca no comando do Exército visa restaurar a confiança nas Forças Armadas e acelerar as reformas necessárias para modernizar a defesa ucraniana.

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