A Ucrânia vive o terceiro dia consecutivo de protestos contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, ocorrida no início desta semana durante uma controvérsia reforma ministerial. Manifestantes tomaram as ruas de Kiev e outras cidades, segurando cartazes com frases como 'Não há feriados no front', em referência à guerra contra a Rússia.
Zelensky responde aos protestos
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou estar atento às manifestações: 'Ouço o que estão dizendo', declarou, sugerindo que mudanças no comando militar podem estar a caminho. A demissão de Fedorov gerou tensões com o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrsky, que teria divergências com o ex-ministro sobre a condução da guerra.
Fedorov e o uso de drones
Mykhailo Fedorov era conhecido por defender o uso de drones e uma reforma profunda das Forças Armadas. Em desacordo com Syrsky, ele criticou a lentidão burocrática e questionou publicamente a capacidade de vencer a Rússia sob a atual liderança militar. Sua saída ocorre em meio a uma reforma ministerial que já causou instabilidade no governo.
Impacto da crise política
Os protestos refletem a insatisfação popular com as decisões de Zelensky em um momento crítico da guerra. Analistas apontam que a demissão de Fedorov pode enfraquecer a confiança nas instituições e na estratégia militar ucraniana. A situação permanece tensa, com manifestações previstas para os próximos dias.



