Liderança do Reino Unido: Starmer renuncia; Burnham é favorito
Starmer renuncia; Burnham favorito para premier britânico

Keir Starmer anuncia renúncia ao cargo de primeiro-ministro

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo. A decisão foi comunicada em pronunciamento oficial, gerando reações imediatas no cenário político britânico. Starmer, que liderava o governo desde 2024, não especificou a data exata da saída, mas afirmou que permanecerá até que seu sucessor seja escolhido pelo Partido Trabalhista.

Andy Burnham surge como favorito

De acordo com reportagem do The New York Times, o prefeito de Manchester, Andy Burnham, é o nome mais cotado para assumir o cargo. Burnham, conhecido por sua atuação em políticas de transporte e habitação, ganhou destaque nacional durante a pandemia. Analistas apontam que sua popularidade entre os eleitores trabalhistas e sua experiência em gestão pública o tornam um candidato forte.

“Andy Burnham representa uma renovação dentro do partido, com uma abordagem mais pragmática e focada em questões regionais”, afirmou o cientista político John Curtice, da Universidade de Strathclyde. A renúncia de Starmer ocorre em meio a quedas na aprovação do governo, com pesquisas recentes indicando que 58% dos britânicos estão decepcionados com o Brexit, segundo levantamento do instituto YouGov.

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Reações e próximos passos

Líderes mundiais, como o ex-presidente dos EUA Donald Trump e o presidente argentino Javier Milei, manifestaram apoio à transição. Trump criticou a Itália por não apoiar a guerra contra o Irã, mas evitou comentar diretamente sobre a renúncia. O Partido Trabalhista deve convocar uma eleição interna nos próximos 60 dias para definir o novo líder, que automaticamente se tornará primeiro-ministro.

O premiê da Polônia minimizou tensões com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, classificando o conflito como “erro”. Enquanto isso, a maioria dos britânicos (52%) acredita que o Brexit prejudicou a economia, segundo dados do Centro de Estudos Políticos Europeus. A transição no Reino Unido ocorre em um momento de instabilidade global, com negociações entre EUA e Irã avançando para um acordo em 60 dias.

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