EUA propõem lei para barrar carros chineses incluindo via México e Canadá
EUA propõem lei para barrar carros chineses via México e Canadá

Duas parlamentares americanas estão tentando acabar de vez com a entrada de veículos ligados a fabricantes chinesas nos Estados Unidos, e isso inclui até os modelos que visitam o país a passeio, vindos do México e do Canadá.

A deputada Haley Stevens e a senadora Elissa Slotkin, ambas de Michigan, apresentaram o projeto de lei Proteção da América contra os Carros Chineses durante a Conferência de Política de Mackinac, realizada no mês passado. Segundo a descrição do projeto, a proposta visa impedir que “veículos conectados à China entrem nos EUA, inclusive por meio de nossos vizinhos ao norte e ao sul”.

Segundo as parlamentares, a alta conectividade desses veículos pode representar riscos à segurança nacional ao permitir a coleta de dados sensíveis. De acordo com o documento, os automóveis poderiam coletar “informações que ameaçariam nossa segurança nacional se caíssem nas mãos de nossos adversários”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Críticas aos subsídios chineses

As parlamentares também criticam os subsídios oferecidos às montadoras chinesas pelo governo local. Segundo elas, isso permite às marcas chinesas praticar preços mais baixos que os da concorrência e “inundar mercados, como os da Europa e da América do Sul”.

As restrições propostas, porém, não atingiriam apenas montadoras chinesas. O projeto de lei também visa proibir veículos de qualquer fabricante que tenha, no mínimo, 15% de participação de uma empresa chinesa. Atualmente, a Geely detém 78,8% de participação na Volvo e cerca de 20% na Polestar.

Exceções sob condições rigorosas

Mesmo com as proibições, o documento prevê uma autorização específica para que veículos ligados a fabricantes chinesas entrem nos EUA. No entanto, essas permissões só seriam concedidas “sob condições rigorosas, com transparência e supervisão do Congresso”.

Herança do governo Biden

As sanções aos carros chineses não são uma exclusividade do atual governo dos EUA. Ainda durante o governo de Joe Biden, foi criada uma regra para “proibir a venda e a importação de hardware e software de veículos conectados, bem como de veículos conectados completos” vindos da China e da Rússia.

A regra entrou em vigor em janeiro de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e afetou diretamente a Volvo. Em maio, após negociações com autoridades federais, a Volvo recebeu uma autorização especial do governo Trump para continuar operando normalmente no mercado americano. A montadora sueca afirma que a autorização permite que ela prossiga com seus planos de crescimento nos Estados Unidos, um de seus principais mercados.

Fábrica da Volvo nos EUA

Desde 2017, a Volvo mantém uma fábrica nos EUA, na cidade de Charleston, na Carolina do Sul. A planta, onde são montados o Volvo EX90 e o Polestar 3, já recebeu mais de US$ 1,3 bilhão em investimentos e emprega cerca de 2.000 funcionários.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar