O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 24, que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios, taxas de seguro ou qualquer outro encargo de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, o republicano disse que, caso essa informação se revele falsa, as negociações entre os dois países seriam interrompidas imediatamente.
Contexto das negociações entre EUA e Irã
A declaração ocorre em meio às tratativas entre Washington e Teerã e sucede afirmações anteriores de Trump de que o Irã teria aceitado futuras inspeções nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), versão contestada por autoridades iranianas. O presidente norte-americano também negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã ou liberado ativos diretamente para o governo iraniano.
Liberação de fundos para compra de alimentos
Segundo Trump, parte dos fundos iranianos sob controle de Washington poderá ser utilizada para financiar compras de alimentos produzidos nos EUA. “Vamos liberar parte do dinheiro deles, que é totalmente controlado por nós, para nossos fazendeiros e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e mais”, afirmou. Trump acrescentou que os alimentos são “desesperadamente necessários” no Irã e que as aquisições serão feitas “exclusivamente dos Estados Unidos”.
Impacto e desdobramentos
Nos últimos dias, Trump tem defendido que um acordo com o Irã está avançando e argumentado que eventuais flexibilizações de sanções ou liberações de recursos devem ser direcionadas a compras humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos. A postagem ocorre em um contexto de desgaste na relação do americano com o presidente Lula, e Trump também citou a eleição no Brasil como próximo teste de sua influência na América Latina.



