O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre as controvérsias envolvendo a entrada de estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2026. Após casos como o impedimento do árbitro somali Omar Artan, revistas rigorosas à delegação do Senegal e a negação de vistos para o Irã, Trump afirmou que está trabalhando para garantir que 'as pessoas certas' entrem no território americano.
Contexto político e histórico
Esta é a primeira edição do torneio sob um governo republicano desde 1994, quando o democrata Bill Clinton estava na Casa Branca. Desde o retorno de Trump ao poder, que também governou entre 2017 e 2021, os EUA adotaram políticas migratórias restritivas, que agora se estendem ao maior evento do futebol mundial.
Declarações de Trump sobre a Copa
'É a Copa do Mundo mais bem-sucedida que eles já tiveram', declarou Trump em entrevista a jornalistas no Executivo. 'Eles (Fifa) nunca venderam ingressos nesse nível, tão rapidamente', completou. Apesar do entusiasmo, cerca de 180 mil ingressos ainda estão disponíveis na plataforma oficial de revenda para 87 dos 104 jogos do torneio.
Trump revelou ainda uma conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. 'Eu falei com Gianni pela manhã. Ele disse que nunca aconteceu nada parecido com o que está acontecendo', afirmou.
Polêmicas sobre vistos e entrada
Questionado sobre as polêmicas com vistos, Trump foi direto: 'Estamos trabalhando atentamente para ter certeza de que as pessoas certas entrem no país'. Na quarta-feira, o capitão da seleção do Irã, Mehdi Taremi, criticou a postura dos EUA, acusando o país de causar 'tensão' no torneio. Segundo ele, o 'clima de amizade' comum nos Mundiais não está sendo visto. A ONU também pediu que os EUA 'repensem profundamente' sua política migratória durante a Copa.
Impacto climático e financeiro
Além das questões migratórias, o clima instável do verão ameaça transformar a Copa em um teste de resistência ao calor. Segundo pesquisa da Climate Central, as mudanças climáticas aumentaram a probabilidade de temperaturas altas o suficiente para afetar o desempenho dos jogadores em 97 das 104 partidas. Em relação aos árbitros, cada um receberá US$ 100 mil (cerca de R$ 518,6 mil) para apitar jogos, com bônus adicionais para fases finais.



