Suprema Corte de Israel suspende lei que isenta ultraortodoxos do serviço militar
Suprema Corte suspende lei que isenta ultraortodoxos

A Suprema Corte de Israel emitiu uma liminar suspendendo a aplicação da lei aprovada pelo Parlamento (Knesset) na véspera, que impedia a prisão de judeus ultraortodoxos que se recusam a cumprir o serviço militar obrigatório. A decisão, tomada em caráter urgente, determina que o governo apresente explicações formais sobre por que a norma não deve ser anulada definitivamente.

Contexto da decisão judicial

A lei, aprovada com o apoio de partidos religiosos da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, visava regularizar a situação dos ultraortodoxos que há décadas recebem isenções do serviço militar. A oposição criticou a medida como discriminatória e inconstitucional, argumentando que favorece um grupo específico em detrimento de outros cidadãos. O tribunal agora exige que o governo justifique a constitucionalidade da lei, que será analisada por um painel ampliado de juízes.

Impacto político e social

A suspensão ocorre em um momento de forte polarização política, às vésperas de eleições. A coalizão de Netanyahu depende do apoio de partidos ultraortodoxos para manter a maioria parlamentar. A decisão da Suprema Corte pode gerar crise no governo e reacender o debate sobre o alistamento militar igualitário. Segundo analistas, a medida provisória deve vigorar até que o tribunal decida sobre o mérito da ação.

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O serviço militar é obrigatório para a maioria dos cidadãos israelenses, mas os ultraortodoxos historicamente recebem isenções para estudar em yeshivas (escolas religiosas). A nova lei tentava codificar essa isenção, mas foi vista como um privilégio inconstitucional. A oposição afirmou que a lei "fere o princípio da igualdade" e que "não pode haver cidadãos de primeira e segunda classe". A Suprema Corte, em sua decisão, destacou que a lei precisa ser examinada com rigor para garantir que não viole direitos fundamentais.

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