Venezuela: mãe clama por resgate sob escombros de prédio de 12 andares
Mãe clama por resgate sob escombros de prédio na Venezuela

Dois fortes terremotos sacudiram a Venezuela, deixando um rastro de destruição no estado de La Guaira, declarado 'zona de desastre' pelas autoridades. O salto mais recente aponta 164 mortos e 971 feridos, mas o número pode aumentar à medida que equipes de resgate avançam entre os escombros. Em meio ao caos, relatos desesperados de sobreviventes expõem a falta de maquinário e pessoal para salvar aqueles que ainda estão soterrados.

Mãe clama por ajuda após prédio de 12 andares desabar

Uma das cenas mais dramáticas ocorreu em um edifício residencial de 12 andares que desabou completamente. Uma mãe, cujo filho está sob os escombros, gritou para a imprensa: 'Há gente viva e ninguém vem salvar'. A declaração, registrada pela AFP, reflete a angústia de familiares que aguardam há horas sem ver máquinas pesadas ou equipes de resgate suficientes no local. 'Eles estão ouvindo os gritos, mas não têm como chegar', completou a mulher, que preferiu não se identificar.

La Guaira concentra destruição e falta de infraestrutura

O estado de La Guaira, no litoral norte do país, foi o mais atingido. Além do edifício de 12 andares, dezenas de construções menores ruíram. Moradores relatam que os tremores, de magnitudes 6,8 e 5,9 na escala Richter, ocorreram com intervalo de poucas horas, impedindo que muitos conseguissem evacuar a tempo. 'Foi como se o chão virasse um mar', disse um sobrevivente ao jornal local El Universal. A falta de água potável e energia elétrica agrava a situação, com hospitais locais operando com geradores limitados.

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Autoridades pedem reforço urgente nas operações

O governo venezuelano mobilizou a Defesa Civil e as Forças Armadas, mas os esforços são considerados insuficientes diante da escala da tragédia. O ministro do Interior, Remigio Ceballos, declarou: 'Estamos trabalhando sem descanso, mas precisamos de mais equipamentos e voluntários treinados'. Organizações internacionais, como a Cruz Vermelha, já ofereceram ajuda, mas a burocracia e as sanções econômicas dificultam a entrada de suprimentos. Enquanto isso, na capital Caracas, a cerca de 30 km do epicentro, a população vive em alerta, com réplicas sendo registradas a cada hora.

Sobreviventes cavam com as próprias mãos

Sem a chegada de escavadeiras, vizinhos e parentes improvisam ferramentas manuais para remover entulho. 'Estou cavando com as mãos há seis horas. Ouço minha irmã pedindo água', contou um homem de 34 anos, coberto de poeira. O desespero é palpável, e muitos acusam as autoridades de negligência. A Defesa Civil, no entanto, afirma que o número de equipes é limitado e que priorizam locais com maior chance de sobreviventes.

Impacto regional e temor de novos tremores

Os terremotos também foram sentidos em países vizinhos, como Colômbia e Trinidad e Tobago, mas sem danos significativos. Sismólogos alertam que a atividade sísmica na região do Caribe é imprevisível, e novas réplicas podem ocorrer nos próximos dias. O governo venezuelano decretou luto oficial de três dias e prometeu investigar a resistência das construções afetadas. Enquanto isso, famílias inteiras passam a noite ao relento, com medo de retornar a suas casas.

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