O Banco Digimais, instituição financeira ligada ao pastor Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes financeiras. O saldo de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco saltou impressionantes 1.130% entre 2017 e 2025, chamando a atenção das autoridades.
Semelhanças com o caso Master
Segundo a Polícia Federal, a estratégia adotada pelo Digimais apresenta semelhanças com o caso do banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central devido a operações irregulares. A suspeita é de que o Digimais tenha utilizado uma captação massiva de recursos para inflar artificialmente seus balanços, permitindo a emissão de CDBs em volumes muito acima de sua capacidade real. Com isso, os riscos seriam transferidos para o sistema financeiro como um todo.
Investigação em curso
A Operação Miragem busca apurar se houve fraudes contábeis e operacionais que configuram crimes contra o sistema financeiro nacional. A Polícia Federal não descarta a possibilidade de que outras instituições estejam envolvidas em esquemas semelhantes. Até o momento, não foram divulgados nomes de investigados ou medidas cautelares.
Posicionamento do banco
Em nota oficial, o Banco Digimais afirmou ter 'compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes'. A instituição disse que está à disposição para esclarecer todos os pontos levantados pela investigação e que confia na rápida elucidação dos fatos.
Impactos no mercado
O caso já gera repercussão no mercado financeiro, com investidores e analistas monitorando os desdobramentos. A suspeita de fraudes em CDBs pode abalar a confiança no setor bancário, especialmente em instituições de menor porte. O Banco Central ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.



