O Irã rejeitou formalmente uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (23). A recusa foi confirmada por fontes ouvidas pelo jornal The New York Times, que revelaram que a mensagem foi transmitida pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi.
Contexto dos bombardeios
A rejeição ocorre no mesmo dia em que as Forças Armadas dos EUA concluíram a 13ª noite consecutiva de ataques a alvos militares no Irã. A nova rodada de bombardeios intensifica o conflito entre os dois países, que já dura quase duas semanas.
Mediação iraquiana
O primeiro-ministro iraquiano teria visitado os EUA em 14 de julho, quando se encontrou com Trump na Casa Branca. Posteriormente, Ali al-Zaidi viajou a Teerã com uma delegação para se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e membros do governo, a fim de discutir a proposta de cessar-fogo. Os detalhes da proposta não foram divulgados, segundo o jornal.
Fontes do Irã afirmam que o governo não demonstrou interesse em um acordo temporário que não abordasse a questão do controle do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte de petróleo.
Declaração oficial iraniana
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou à mídia estatal que al-Zaidi compartilhou sua visão da proposta, mas que o país já possui mediadores suficientes na relação com os Estados Unidos. A declaração reforça a posição iraniana de não aceitar negociações sob pressão militar.



