O Irã propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz, no qual um dos sentidos do tráfego passaria por águas iranianas e parte da rota em sentido contrário também ocorreria em águas iranianas. A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, à televisão estatal nesta terça-feira (28).
Proposta de divisão de rotas é rejeitada por Teerã
Ormuz é um estreito na entrada do Golfo Pérsico, fundamental para o comércio internacional de petróleo, gás e fertilizantes. O Irã detém a margem norte da passagem, enquanto a margem sul pertence a um exclave de Omã. Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, alegando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã enquanto não fosse alcançada a estabilidade regional de longo prazo.
Impacto e posição iraniana
Ele disse que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso Mascate rejeitasse a proposta iraniana, acrescentando que Teerã jamais reconheceu a rota sul ao longo da costa de Omã. A proposta temporária, se aceita, poderia aliviar as tensões na região, mas as condições impostas pelo Irã refletem sua postura de controle total sobre a via estratégica. A recusa à oferta de Omã demonstra a desconfiança de Teerã em relação à estabilidade regional, especialmente em um contexto de disputas geopolíticas no Golfo Pérsico. O fechamento do estreito teria implicações severas para o mercado global de energia, já que a via é essencial para o transporte de petróleo e gás da região.



