Os Estados Unidos concluíram na noite de quinta-feira (23) a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, como parte de uma campanha militar intensificada para enfraquecer o programa nuclear iraniano. Os bombardeios, que começaram em 12 de julho, visam instalações de mísseis, centros de comando e locais de enriquecimento de urânio.
Detalhes dos ataques
De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, os ataques noturnos envolveram bombardeiros B-52 e caças F-35, lançando mísseis de cruzeiro e bombas guiadas de precisão. Autoridades afirmam que 85% dos alvos foram destruídos com sucesso, incluindo três principais usinas de enriquecimento e 12 baterias de mísseis antiaéreos.
O porta-voz do Pentágono, John Kirby, declarou: “Estamos degradando significativamente a capacidade do Irã de desenvolver armas nucleares. Cada noite reduzimos sua infraestrutura crítica.”
Reação iraniana
O Irã confirmou 47 mortos e 230 feridos nos ataques, segundo a agência estatal Irna. O governo iraniano classificou a ação como “terrorismo de Estado” e prometeu retaliação. O ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, disse: “O Irã não se curvará à agressão. Responderemos no tempo e local apropriados.”
Impacto regional
A escalada elevou as tensões no Oriente Médio. O Conselho de Segurança da ONU se reunirá em caráter de emergência na sexta-feira. A Rússia e a China condenaram os ataques, pedindo moderação. Enquanto isso, Israel expressou apoio aos EUA, e o Hezbollah, aliado do Irã, ameaçou abrir uma nova frente no norte de Israel.
Analistas apontam que a campanha pode durar semanas, com riscos de um conflito regional mais amplo. O Irã, embora enfraquecido, ainda possui capacidade de retaliar por meio de seus proxies no Iêmen, Síria e Líbano.



