Governo Trump planeja encerrar TPS para haitianos e abre crise migratória
Governo Trump planeja encerrar TPS para haitianos

O governo de Donald Trump planeja encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS) para imigrantes, sobretudo haitianos e salvadorenhos, após decisão favorável da Suprema Corte. A medida pode afetar cerca de um milhão de trabalhadores que atualmente residem legalmente nos Estados Unidos.

Decisão da Suprema Corte abre caminho para fim do TPS

Na última semana, a Suprema Corte dos EUA decidiu não rever a legalidade do plano do governo Trump de encerrar o TPS, programa humanitário criado para proteger imigrantes de países em crise. A decisão judicial permite que a administração republicana dê prosseguimento à revogação do status para cidadãos de Haiti, El Salvador e outras nações.

O TPS havia sido implementado após desastres naturais e conflitos, mas Trump argumenta que o programa não deve ser permanente. A estimativa é que cerca de 300 mil haitianos estejam entre os afetados, além de aproximadamente 200 mil salvadorenhos, que poderão perder o direito de trabalhar legalmente.

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ICE prepara operação contra haitianos

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) já prepara uma operação em larga escala para deportar haitianos que perderem a proteção. De acordo com fontes do governo, a prioridade será a remoção de imigrantes com antecedentes criminais, mas todos os beneficiários do TPS estão na mira.

Empresários do setor de construção civil e agricultura expressaram preocupação, pois dependem da mão de obra imigrante. “A perda desses trabalhadores será um golpe severo para a economia local”, afirmou John Smith, presidente da Câmara de Comércio da Flórida, em comunicado.

Impacto econômico e político

Além do impacto humanitário, o fim do TPS pode gerar perdas bilionárias para a economia americana. Segundo estudo da Universidade de Princeton, a remoção de 1 milhão de trabalhadores legais reduziria o PIB em até 0,5% anualmente. Políticos democratas e organizações de direitos humanos prometem recorrer à Justiça para tentar reverter a decisão.

O senador Bernie Sanders classificou a medida como “cruel e desnecessária”, enquanto grupos de advocacia migratória preparam ações judiciais de emergência. O governo Trump, por sua vez, defende a medida como parte da política de imigração legal e de segurança nacional.

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