Ex-jogador da NFL deportado dos EUA após quase uma década irregular
Ex-jogador da NFL deportado dos EUA após década irregular

O ex-jogador da NFL Daniel Adongo foi deportado dos Estados Unidos em 20 de junho de 2025, após permanecer no país de forma irregular por quase uma década, conforme informou o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). O atleta, que atuou como linebacker pelo Indianapolis Colts entre 2013 e 2014, teve o visto expirado em 2016 e acumulou diversas prisões desde então.

Histórico de deportação e comunicado do ICE

Em comunicado divulgado no sábado, 28 de junho, o ICE afirmou que Adongo, de 37 anos, recebeu uma ordem para deixar o país em 23 de março e foi deportado em 20 de junho. O destino para onde ele foi enviado não foi informado pelas autoridades. Douglas Thompson, diretor assistente do escritório do ICE em Chicago, declarou: “As pessoas que violam a lei de imigração são responsabilizadas da mesma forma, incluindo ex-atletas profissionais. Este indivíduo perigoso representava claramente uma ameaça para a comunidade, que agora está mais segura desde que ele foi removido.”

Problemas legais e de saúde mental

Natural do Quênia, Adongo ganhou notoriedade em 2013 ao trocar o rugby pelo futebol americano, esporte que nunca havia praticado antes. Sua aposta chamou a atenção da NFL, e ele assinou com o Indianapolis Colts, onde permaneceu por duas temporadas. De acordo com o ICE, o ex-atleta permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento do visto, um ano depois de encerrar sua passagem pela liga. A agência afirma que ele foi preso diversas vezes na última década por acusações que incluem intimidação, agressão e conduta desordeira.

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Segundo o jornal americano Indianapolis Star, Adongo também enfrentou problemas de saúde mental após deixar a NFL. Familiares e advogados afirmaram que ele sofria de transtornos psiquiátricos e de sequelas possivelmente relacionadas à carreira esportiva. Em 2017, após ser acusado de intimidação e vandalismo, um juiz determinou que ele passasse por uma avaliação psiquiátrica para verificar se tinha condições de responder judicialmente pelas acusações. Conforme o jornal, Adongo foi considerado incapaz de enfrentar o julgamento e encaminhado para um hospital psiquiátrico. O processo foi adiado diversas vezes em razão de novas avaliações médicas, e em 2020 ele acabou condenado por dano criminal, recebendo pena de 364 dias de prisão, segundo o ICE.

Impacto da Lei Laken Riley

As autoridades americanas informaram ainda que as acusações mais recentes contra Adongo se enquadram na Lei Laken Riley, sancionada pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025. A legislação determina a detenção de imigrantes em situação irregular acusados de determinados crimes violentos ou de furto enquanto aguardam julgamento. A aplicação dessa lei contribuiu para a aceleração do processo de deportação de Adongo, que já vinha sendo monitorado pelo ICE desde o vencimento de seu visto.

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