O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira, 28, que teve uma reunião “excelente” com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro marca a primeira conversa presencial dos líderes desde que a guerra com o Irã começou no final de fevereiro.
Conteúdo da reunião
“Acabei de terminar uma excelente reunião com o presidente Trump”, declarou Netanyahu em uma mensagem em vídeo. Ele acrescentou que a conversa abordou “nosso objetivo comum: garantir que o Irã não obtenha armas nucleares”. Netanyahu também classificou o encontro como “uma das melhores conversas que já tive com o presidente dos Estados Unidos”.
Além das tensões com o Irã, a agenda incluiu esforços para avançar no arcabouço do acordo entre Israel e Líbano, bem como os Acordos de Abraão, segundo um funcionário da Casa Branca que falou ao The Times of Israel.
Contexto geopolítico
A guerra entre Israel e Irã teve início no final de fevereiro, após uma escalada de hostilidades que incluiu ataques aéreos e trocas de mísseis. O conflito elevou as tensões no Oriente Médio e trouxe à tona a preocupação global com o programa nuclear iraniano. Os Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes, também foram discutidos como parte de um esforço para ampliar a estabilidade regional.
O encontro de cerca de duas horas ocorreu em um clima de cooperação, mas também refletiu divergências pontuais que surgiram nos dias anteriores, quando Trump demonstrou irritação com Netanyahu. Apesar disso, ambos os líderes reafirmaram o compromisso com a segurança de Israel e a prevenção da proliferação nuclear no Irã.
Repercussão e próximos passos
A reunião foi vista como um passo importante para alinhar as estratégias dos dois países diante do impasse com o Irã. Analistas apontam que a pressão combinada dos EUA e de Israel pode forçar Teerã a negociar limites para seu programa nuclear. O governo iraniano, por sua vez, propôs um plano temporário para o Estreito de Ormuz, visando maior controle sobre as rotas de trânsito, o que foi recebido com cautela por Washington e Jerusalém.
Netanyahu retornou a Israel com a promessa de que os EUA continuarão a apoiar militar e diplomaticamente o país. A Casa Branca deve emitir uma declaração conjunta nos próximos dias detalhando os acordos alcançados.



