O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que o memorando de entendimento firmado com o Irã não é um documento definitivo. Durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, Trump afirmou que pode retomar a campanha de bombardeios contra o país persa caso não fique satisfeito com os termos acordados.
Declarações polêmicas na cúpula do G7
Em tom enfático, Trump disse: "É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a disparar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?". As declarações foram feitas durante reunião dos líderes das maiores economias do mundo.
O acordo preliminar, que será formalmente assinado no dia 19 de junho, na Suíça, abre caminho para 60 dias de negociações intensas com o objetivo de encerrar definitivamente o conflito entre Washington e Teerã. Apesar do avanço, Trump deixou claro que o memorando não prevê o alívio imediato das sanções econômicas impostas ao Irã, tema que será discutido posteriormente.
Detalhes do acordo
Paralelamente, fontes revelaram que o entendimento inclui um fundo de US$ 300 bilhões e a permissão para venda de petróleo iraniano, entre outros pontos. Contudo, o presidente norte-americano ressaltou que sua paciência é limitada e que qualquer descumprimento por parte do Irã resultará em retaliação militar imediata.
As declarações de Trump geraram reações mistas entre os participantes da cúpula. Enquanto alguns líderes europeus demonstraram preocupação com a retórica belicosa, outros interpretaram a fala como uma estratégia de negociação. O encontro na Suíça será crucial para determinar os rumos do processo de paz.



