Copa do Mundo 2026 é marcada por protestos e críticas de direitos humanos
Copa 2026: protestos e críticas de direitos humanos marcam torneio

A Copa do Mundo FIFA 2026, além de ser um campeonato de futebol, é conhecida por promover união entre as nações. No entanto, protestos no México e polêmicas envolvendo políticas dos Estados Unidos tornaram esta edição a mais politizada da história. Organizações de direitos humanos alertam para abusos nos países-sede.

Relatórios e alertas

A Anistia Internacional lançou o relatório “Humanity Must Win”, destacando riscos para torcedores, jogadores, jornalistas e comunidades. A Sports and Rights Alliance publicou uma carta aberta ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo respeito aos direitos humanos. Nos EUA, mais de 120 organizações criaram um guia de viagem com orientações sobre direitos.

Resposta da Fifa e do governo dos EUA

A Fifa afirmou estar comprometida com os direitos humanos, conforme seu estatuto. Andrew Giuliani, da Força-Tarefa da Casa Branca, garantiu que a Copa será o evento esportivo mais incrível da história dos EUA.

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Políticas migratórias nos EUA

As políticas migratórias repressivas são o principal foco de preocupação. A Anistia Internacional destaca abordagens violentas e deportações. A ACLU ressalta o medo de discriminação e deportação entre comunidades migrantes. A Human Rights Watch pede uma “trégua do ICE” durante os jogos. Casos como o do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA, e do fotógrafo iraquiano Talal Salah, com entrada negada, ilustram os problemas.

Liberdades de expressão e imprensa

O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) e a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertam jornalistas sobre riscos de assédio e detenções. Nos EUA, a posição no ranking de liberdade de imprensa caiu para 64º. No México, sete jornalistas foram mortos em 2025. Manifestações no México, por questões como desaparecimentos, são reprimidas. No Canadá, protestos pró-Palestina levaram a zonas de exclusão em Toronto.

Pessoas em situação de rua no Canadá

No Canadá, pessoas em situação de rua enfrentam risco de despejo e perda de serviços. Em Toronto, um abrigo foi fechado antes do previsto para uso da Fifa.

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