O Museu do Louvre, em Paris, enfrenta uma crise sem precedentes. O presidente da instituição, Christophe Leribault, declarou nesta quarta-feira, 17, que o museu está "no limite" e precisa de grandes investimentos para renovar sua infraestrutura envelhecida. A declaração foi feita durante uma comissão do Senado francês.
Infraestrutura obsoleta
Leribault afirmou que, apesar da imponência e do empenho das equipes, o Louvre sofre com equipamentos e infraestrutura que "estão chegando ao fim de um ciclo". O roubo de várias joias da Coroa em 19 de outubro do ano passado evidenciou as falhas de segurança e os atrasos na modernização.
Segurança em foco
O presidente do museu anunciou que, a partir de janeiro de 2027, um novo sistema de vigilância por vídeo será implementado no perímetro. Câmeras adicionais já foram instaladas em pontos críticos, mas Leribault destacou que "não se pode criar toda uma nova rede com centenas de câmeras sem reforçar a estrutura técnica".
Trauma do roubo
Leribault admitiu que "a ferida do roubo e o trauma dos meses que se seguiram continuam sendo muito intensos no museu". O crime, que durou apenas sete minutos, expôs vulnerabilidades e gerou críticas à administração.
Futuro do museu
O Louvre, que recebeu nove milhões de visitantes no ano passado, enfrenta uma "encruzilhada" com urgências acumuladas e uma barreira de investimentos. Leribault, nomeado em fevereiro, busca soluções para garantir a preservação e a segurança do acervo.



