Polícia alemã mata terrorista que atropelou multidão no Orgulho LGBT em Berlim
Terrorista que atropelou multidão no Orgulho LGBT é morto pela polícia

Na noite de sábado, 25 de julho de 2026, uma van branca acelerou contra a multidão nas proximidades do Portão de Brandemburgo, em Berlim, onde milhares de pessoas participavam da Marcha do Orgulho LGBTQ+. O ataque deixou uma mulher polonesa de 65 anos morta e 29 feridos, alguns em estado grave. O principal suspeito, Abdul B., um cidadão alemão de 21 anos com antecedentes islamistas, foi morto pela polícia no domingo à noite ao avançar contra os agentes com uma faca.

O ataque

O crime ocorreu por volta das 22h, enquanto os participantes do evento anual — conhecido na Alemanha como Christopher Street Day (CSD) — se dispersavam perto do parque Tiergarten. Segundo a polícia, a van seguia pela rua Ahornsteig, paralela à Lennéstrasse, e atropelou várias pessoas antes de bater em uma árvore. Após a colisão, o motorista abandonou o veículo e fugiu a pé.

Os investigadores acreditam que houve uma segunda fase do crime, na qual o agressor pode ter atacado pessoas com armas brancas. O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, afirmou que o agressor usou um facão. Depoimentos de testemunhas divergem sobre se houve um único ou mais agressores; o número exato ainda não foi esclarecido.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A vítima

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Maciej Wewior, escreveu no X: "Estou chocado e profundamente entristecido ao saber que a vítima do trágico ataque em Berlim era uma cidadã polonesa." Segundo o tabloide alemão Bild, a vítima tinha 65 anos e havia viajado com a filha — que sobreviveu — para participar da parada.

O suspeito

O principal suspeito foi identificado como Abdul B., um alemão de 21 anos, filho de mãe libanesa. Ele já era conhecido das autoridades por suas ligações com o islamismo radical. Em 2025, foi preso ao tentar se juntar ao Estado Islâmico (EI) na Síria, sendo detido no Líbano e deportado para a Alemanha. Condenado por preparar um ato de violência grave, recebeu pena de um ano e dez meses de prisão com suspensão condicional, por se beneficiar da legislação para jovens infratores. Foi libertado em maio de 2026, apesar do recurso do Ministério Público. A Justiça determinou que frequentasse 26 sessões de desradicalização; ele havia comparecido a duas, e uma terceira estava marcada para a segunda-feira seguinte ao ataque.

Abdul B. foi morto na noite de domingo, 26 de julho, após avançar contra policiais empunhando uma faca. Ele foi socorrido, mas não resistiu.

Motivação e investigação

O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, classificou o crime como "um ataque terrorista islamista". A Procuradoria-Geral da Alemanha assumiu as investigações, como anunciou a ministra da Justiça, Stefanie Hubig. O veículo usado era particular e foi apreendido danificado perto do local. A polícia não descarta a participação de outros suspeitos.

Reação oficial

O chanceler Friedrich Merz apelou à população: "A violência não começa apenas com um atentado. A violência começa com a intolerância, com a exclusão, com a discriminação." Em pronunciamento posterior, disse que é "muito cedo para dizer quais conclusões políticas vamos tirar, mas está claro que teremos que ir além de palavras". Ele questionou como um homem com aquele perfil pôde chegar tão perto da parada sem ser impedido.

Especialistas apontam dificuldade de prevenção

Felix Neumann, especialista em terrorismo da Fundação Konrad Adenauer, afirmou: "Acredito que um Estado, ou mesmo a União Europeia, poderia adotar inúmeras medidas para garantir a segurança das pessoas, mas sempre haverá brechas." Rafael Bossong, do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP), destacou que "mais de 9 mil radicais islâmicos com aparentes tendências violentas vivem na Alemanha". Ele acrescentou que o ataque parece ter sido perpetrado por "uma figura secundária, com antecedentes criminais, mas sem afiliação clara" ao terrorismo islâmico.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Bossong também lembrou que grupos islamistas descobriram uma "estratégia bem-sucedida" em ataques com atropelamentos em grandes eventos pela Europa. A Alemanha registrou uma série de atropelamentos em massa nos últimos anos: em Munique (2025), Magdeburg (2024), Trier (2020) e Berlim (2016). O tema foi amplamente debatido durante a campanha eleitoral de 2025, e as autoridades municipais reforçaram medidas de segurança em mais de 3 mil feiras de Natal no fim de 2025.