A Rússia declarou nesta quinta-feira que continuará intensificando a pressão sobre a Ucrânia, na sequência de um ataque em larga escala contra Kiev durante a madrugada, que resultou na morte de pelo menos 17 pessoas e dezenas de feridos.
Ataque com mísseis e drones
A Ucrânia informou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones no ataque, que destruiu vários edifícios residenciais. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o ataque teve como alvo exclusivamente “alvos militares ou quase militares”. Peskov disse que o presidente Vladimir Putin foi informado pelo comandante militar chefe, Valery Gerasimov, sobre os resultados do que chamou de “ataque retaliatório em grande escala” contra Kiev e outros locais.
Contexto do conflito
No quinto ano da guerra, a Rússia intensificou seus ataques com mísseis e drones, especialmente contra Kiev, enquanto a Ucrânia aumentou seus próprios ataques com drones contra o setor energético russo, causando danos graves que levaram à escassez generalizada de combustível.
Reação a sanções europeias
Questionado sobre a declaração da chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, de que a UE proporia novas sanções para aumentar a pressão sobre a Rússia, Peskov respondeu: “A Rússia continuará a intensificar a pressão sobre o regime de Kiev a fim de alcançar os objetivos que estabeleceu”. Peskov acrescentou que está em curso uma discussão na Rússia sobre como proteger sua segurança em resposta ao que Moscou considera medidas da UE para “militarizar” o continente e aumentar as tensões.
Pressão de linha-dura
Alguns linha-dura russos, indignados com os ataques de drones da Ucrânia e com o que consideram uma promessa não cumprida dos Estados Unidos de intermediar o fim da guerra em termos favoráveis, têm instado Putin, nas últimas semanas, a abandonar a diplomacia e intensificar o conflito. “Vocês sabem que há defensores, inclusive acadêmicos, de medidas muito drásticas, assim como há defensores de abordagens mais moderadas”, disse Peskov. “Mas uma coisa é certa: a proteção segura da Federação Russa e de seus interesses nacionais será garantida, aconteça o que acontecer.”



