Os preços do petróleo subiram no after market nesta quarta-feira depois que os Estados Unidos iniciaram uma nova onda de ataques no Irã. A ofensiva foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que afirmou ter agido por ordem do presidente Donald Trump.
Confirmação dos ataques
Em publicação na rede X, o Centcom informou que as forças americanas começaram a realizar “ataques adicionais de autodefesa” às 18h15 no horário de Brasília, em resposta ao que chamou de “agressão injustificada e contínua do Irã”.
Impacto nos preços
Mais cedo, no fechamento, o petróleo WTI para julho encerrou negociações em alta de 2,07% (US$ 1,83), a US$ 90,03 por barril. O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,8% (US$ 1,65), a US$ 93,10 por barril.
A troca de ataques impulsionou o petróleo, ainda que a commodity esteja distante do pico recente. Trump disse que os Estados Unidos atacaram o Irã “com força” na terça e já tinha anunciado que voltariam a atacar nesta quarta. Segundo a Fox News, o líder americano poderia ter como alvo usinas de energia e pontes.
Escalada da tensão
Pela manhã, o presidente havia alertado nas redes sociais que o Irã “terá de pagar o preço” por estar demorando demais para negociar um acordo. A escalada no tom ocorre depois que os militares dos EUA afirmaram ter concluído ataques contra alvos militares iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.
Trump também afirmou nesta quarta-feira que os militares dos EUA ajudaram secretamente 200 navios comerciais e mais de 100 milhões de barris de petróleo a atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo ele, essa operação clandestina impediu que os preços do petróleo subissem ainda mais.
Com Estadão Conteúdo e CNBC



