EUA retomam ataques contra o Irã após morte de militares
EUA retomam ataques contra o Irã após mortes

Os Estados Unidos retomaram ataques contra o Irã neste domingo (19), em retaliação à morte de dois militares americanos em um ataque iraniano na semana passada. A ação militar, confirmada pelo Pentágono, marca uma escalada significativa no conflito entre os dois países.

Detalhes dos ataques

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques atingiram instalações de mísseis e drones na província de Isfahan, no centro do Irã. Pelo menos 15 alvos foram destruídos, de acordo com fontes militares. A operação envolveu caças F-35 e bombardeiros B-52, com apoio de navios de guerra no Golfo Pérsico.

O presidente dos EUA, Joe Biden, autorizou os ataques após reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional. "Não toleraremos ataques contra nossas tropas", declarou Biden em pronunciamento oficial. "Esta resposta é proporcional e direcionada."

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Reação iraniana

O Irã condenou veementemente os ataques, classificando-os como "violação flagrante do direito internacional". O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Nasser Kanaani, afirmou que "o Irã se reserva o direito de responder no momento e local apropriados".

Testemunhas relataram explosões em Isfahan, mas não há informações imediatas sobre vítimas civis. A agência de notícias iraniana Fars informou que sistemas de defesa aérea foram acionados e que a maioria dos mísseis foi interceptada.

Contexto do conflito

As tensões vêm aumentando desde o ataque com drone iraniano contra uma base americana no Iraque, em 15 de julho, que matou dois soldados e feriu outros seis. Os EUA atribuíram o ataque a grupos apoiados pelo Irã. Este é o primeiro confronto direto entre as forças americanas e iranianas desde 2020, quando os EUA mataram o general Qasem Soleimani.

Analistas apontam que a escalada pode desestabilizar ainda mais a região. "Estamos à beira de um conflito regional", alertou Vali Nasr, professor de Relações Internacionais da Universidade Johns Hopkins. "Ambos os lados parecem dispostos a correr riscos calculados."

Impacto geopolítico

A comunidade internacional reagiu com preocupação. A União Europeia pediu moderação, enquanto a Rússia condenou os ataques americanos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para esta segunda-feira (20).

O preço do petróleo disparou mais de 4% nos mercados asiáticos, refletindo o temor de interrupções no fornecimento do Golfo Pérsico. O barril do Brent ultrapassou os US$ 85, maior nível em três meses.

As forças americanas no Oriente Médio foram colocadas em alerta máximo, e o Pentágono anunciou o envio de um porta-aviões adicional para a região. "Estamos preparados para qualquer cenário", disse o secretário de Defesa, Lloyd Austin.

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