As forças armadas dos Estados Unidos informaram neste sábado (18) que dois militares foram mortos na Jordânia e um terceiro está desaparecido após um ataque iraniano. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que Washington pagará por 'tentar incitar a guerra', após a sétima noite consecutiva de ataques norte-americanos.
Escalada do conflito
Os EUA e o Irã intensificaram os ataques desde que um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, foi rompido na semana passada, aumentando a possibilidade de um retorno à guerra total. O Comando Central dos EUA informou que as mortes dos dois militares norte-americanos ocorreram na sexta-feira, e que um terceiro militar está desaparecido.
Resposta iraniana
O Irã, em resposta neste sábado aos ataques dos EUA a pontes, instalações de energia e outras infraestruturas, pareceu ter como alvo a Arábia Saudita, bem como outros aliados dos EUA no Golfo Pérsico e a Jordânia. Em uma declaração por escrita divulgada nas contas oficiais nas redes sociais do líder supremo do Irã e pela mídia estatal iraniana, Mojtaba Khamenei afirmou que as repetidas violações do acordo provisório por parte dos EUA demonstraram que a assinatura do presidente Donald Trump é 'totalmente sem valor e desprovida de credibilidade'.
'Agora que o inimigo norte-americano busca intensificar o conflito, incorrendo assim em custos ainda mais pesados e em maior humilhação, ele deve saber que a nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas para ele', disse a declaração. O paradeiro de Khamenei continua sendo um mistério.
Contexto do conflito
O conflito teve início quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro, buscando neutralizar seu programa de mísseis e seus aliados regionais. Isso levou a grandes interrupções no abastecimento de energia, temores quanto à inflação global e uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz.
Ataques ao Kuwait
O Kuwait sofreu ataques contínuos neste sábado, com as forças armadas dizendo ter interceptado mísseis balísticos e drones iranianos. Vários bombeiros e trabalhadores do setor petrolífero ficaram feridos ao responder aos ataques. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan, no Kuwait, e destruído uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem.
A Kuwait Petroleum Corporation informou posteriormente que uma de suas instalações petrolíferas foi atingida em 'ataques iranianos repetidos', causando danos significativos e alguns feridos, segundo a agência de notícias estatal.
Outros alvos
Além de atingir o Kuwait, a Guarda Revolucionária teve como alvo um local no Barein onde aeronaves de combate dos EUA estavam reunidas na Base Aérea Sheikh Isa e um centro de dados de inteligência, informou a mídia iraniana. A Guarda Revolucionária também destruiu pelo menos dois caças norte-americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones no sábado contra a base norte-americana em Al Azraq, na Jordânia, segundo a TV estatal iraniana. A Reuters não conseguiu verificar essas informações de forma independente.



