A União Europeia (UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial (IA) em países do bloco, com um investimento de €10 bilhões (US$ 11,5 bilhões). A decisão foi anunciada pela Comissão Europeia nesta quinta-feira (30) como parte dos esforços para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.
Detalhes do investimento e expansão do plano
Inicialmente, o plano previa a construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco. A Comissão Europeia afirmou que pretende atrair pelo menos €20 bilhões em investimentos privados para os projetos. As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares, tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas serão somadas às 19 fábricas de IA que já existem em diferentes países da União Europeia.
Declaração oficial e importância estratégica
“O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera”, afirmou Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, em comunicado. A declaração reforça a visão do bloco de que a soberania tecnológica passa pela capacidade de processamento de dados em larga escala.
Participação de empresas e processo seletivo
Consórcios ou veículos de propósito específico formados por empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades públicas e investidores poderão participar da seleção para os projetos. O processo de inscrição termina em 12 de novembro. As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos das gigafábricas. A previsão é que as instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos contratos, com anúncio dos vencedores no início de 2027.



