Europa enfrenta onda de calor extremo com temperaturas acima de 40°C e centenas de mortes
Europa enfrenta onda de calor extremo com temperaturas acima de 40°C

Enquanto o Brasil registra queda nas temperaturas com o início do inverno, a Europa sofre com uma onda de calor extremo provocada pela chegada do verão no hemisfério norte. Países como França, Espanha e Itália enfrentam dias com temperaturas que ultrapassam os 40°C, levando governos a decretar estado de emergência, fechar escolas e lidar com atrasos em trens e apagões.

Impactos na saúde e mortes

O calor extremo já causou centenas de mortes em todo o continente, por afogamento, insolação e agravamento de problemas de saúde, afetando especialmente crianças e idosos. O pneumologista intensivista Guilherme Schettino, diretor do Instituto Israelita de Responsabilidade Social, explica que a combinação de temperatura e umidade do ar é crucial: “Nós temos mecanismos para perder calor quando a temperatura corporal começa a aumentar, e o principal deles depende da evaporação do suor. Quando o organismo é submetido a temperaturas elevadas associadas a altas taxas de umidade, a capacidade de perder calor fica comprometida.”

Schettino também alerta que bebês, crianças pequenas e idosos têm maior dificuldade para regular a temperatura corporal, sendo mais vulneráveis. A França reportou aumento de mortes por paradas cardíacas durante a onda de calor.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Mudanças climáticas e alerta da OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, destacou em sua rede social: “Os dados são claros: as temperaturas em toda a Europa estão subindo a um ritmo aproximadamente duas vezes maior que a média global, aumentando a probabilidade e a gravidade de futuros eventos de calor extremo.” A Europa não é a única afetada; as mudanças climáticas tornam eventos de calor extremo mais comuns globalmente, inclusive no Brasil.

Medidas de proteção e resiliência

Schettino recomenda cuidados como manter-se hidratado, controlar doenças crônicas, usar medicamentos corretamente e permanecer em ambientes frescos ou climatizados. Ele também enfatiza a necessidade de fortalecer o sistema de saúde, especialmente para idosos: “Existe uma tendência clara de aumento na frequência, duração e intensidade das ondas de calor. O fortalecimento de alertas climáticos e de medidas de proteção à saúde da população podem contribuir para reduzir os impactos. Além disso, será cada vez mais importante fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde, preparando serviços, profissionais e estruturas assistenciais para responder de forma rápida e coordenada a eventos climáticos extremos.”

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar