O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não suspenderá as abordagens em veículos, apesar da morte de dois imigrantes em operações recentes. As vítimas, um colombiano e um mexicano, foram mortas a tiros por agentes de imigração no Maine e no Texas, com apenas seis dias de intervalo.
Mortes consecutivas geram protestos
No Maine, Johan Sebastián Durán Guerrero, imigrante colombiano, foi baleado na terça-feira, 14 de julho de 2026, durante uma abordagem do ICE. Seis dias antes, no Texas, um imigrante mexicano também foi morto em circunstâncias semelhantes. Os casos provocaram manifestações em frente a instalações do ICE em Scarborough, Maine, onde dezenas de pessoas se reuniram para exigir justiça e o fim das operações agressivas.
Posição do governo
Em declaração à imprensa, Trump defendeu a atuação dos agentes e descartou qualquer mudança nos procedimentos. "O ICE continuará fazendo seu trabalho. Não vamos suspender operações por causa de incidentes isolados", disse o presidente, sem comentar diretamente as investigações em andamento. A postura do governo gerou críticas de organizações de direitos humanos, que pedem uma revisão das políticas de imigração.
Impacto nas comunidades imigrantes
As mortes aumentaram o temor entre comunidades imigrantes nos EUA. Líderes comunitários relatam que muitos imigrantes estão evitando sair de casa ou buscar serviços essenciais com medo de abordagens. "Isso cria um clima de terror", afirmou Maria López, ativista do Centro de Direitos do Imigrante. Dados do ICE indicam que, em 2025, foram registradas 23 mortes durante operações de imigração, o maior número em cinco anos.
Investigações em andamento
O FBI e o Departamento de Justiça investigam os dois casos. Até o momento, nenhum agente foi afastado. A embaixada da Colômbia nos EUA informou que acompanha o caso de Durán Guerrero e cobra transparência. O governo mexicano também se pronunciou, exigindo que os responsáveis sejam responsabilizados.



