Trump exige corte no preço da gasolina e repreende CEO da Chevron
Trump exige corte no preço da gasolina e repreende Chevron

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as grandes petroleiras americanas e, em uma reunião na Casa Branca, exigiu que elas reduzam imediatamente os preços da gasolina no país. Durante o encontro, Trump repreendeu duramente o CEO da Chevron, Mike Wirth, por considerar que a empresa não tem feito o suficiente para aliviar o bolso dos consumidores americanos.

Pressão sobre as petroleiras

Segundo fontes presentes na reunião, Trump afirmou que os preços elevados da gasolina são inaceitáveis e que as empresas precisam agir com urgência. Ele citou que a média nacional do preço da gasolina está em US$ 3,80 por galão, um valor que considera excessivo. Trump ameaçou tomar medidas executivas caso as empresas não cooperem, incluindo a possibilidade de facilitar a exploração em terras federais e acelerar licenças ambientais.

O CEO da Chevron, Mike Wirth, foi alvo direto das críticas. Trump o acusou de priorizar lucros em detrimento dos consumidores e pediu que a empresa aumente a produção e invista em refinarias. Wirth, por sua vez, defendeu a posição da empresa, argumentando que os preços são influenciados por fatores globais, como a política da Opep e a guerra na Ucrânia, e que a Chevron já está operando no limite de sua capacidade.

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Reações do setor

A reunião gerou reações imediatas no setor petrolífero. A Associação Americana de Produtores Independentes de Petróleo emitiu nota alertando que pressões políticas para reduzir preços podem levar a distorções no mercado e desestimular investimentos em exploração. Especialistas ouvidos pelo Valor apontam que a margem de manobra das empresas é limitada, uma vez que os preços são determinados pelo mercado internacional.

Analistas lembram que Trump, historicamente, tem uma relação ambígua com as petroleiras: ao mesmo tempo em que promove a independência energética, cobra preços baixos para os consumidores. A pressão atual ocorre em um momento em que a inflação é um tema central na campanha eleitoral, e Trump busca mostrar-se como defensor do poder de compra das famílias.

Impacto econômico e político

O preço da gasolina é um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias americanas e, por isso, é um termômetro político sensível. Uma redução nos preços poderia dar um alívio imediato, mas economistas alertam que medidas artificiais podem ter efeitos colaterais, como escassez ou aumento da dependência de importações.

Enquanto isso, as ações das principais petroleiras caíram na Bolsa de Nova York após a notícia, refletindo a incerteza gerada pela pressão política. A Chevron registrou queda de 2,3%, enquanto ExxonMobil caiu 1,8%. O mercado avalia que, se o governo impor controles de preços, as margens das empresas serão comprimidas.

Próximos passos

Trump afirmou que dará um prazo de 30 dias para que as petroleiras apresentem um plano concreto de redução de preços. Caso contrário, ele prometeu tomar medidas executivas, incluindo a suspensão de exportações de petróleo bruto e a utilização da Reserva Estratégica de Petróleo para aumentar a oferta interna.

Especialistas, no entanto, duvidam da eficácia dessas medidas. O ex-secretário de Energia, Ernest Moniz, afirmou que "o governo não pode simplesmente ditar preços em uma economia de mercado". Ainda assim, a pressão política deve continuar, especialmente com as eleições se aproximando.

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