Surto de doença dos legionários em Nova York: 2 mortos e 72 infectados
Surto de doença dos legionários em NY: 2 mortos

Duas pessoas morreram e outras 72 foram infectadas durante um surto de doença dos legionários no bairro do Upper East Side, em Manhattan, informou o Departamento de Saúde de Nova York neste sábado (19). Embora considerada uma infecção relativamente rara, a doença pode causar pneumonia grave e exige tratamento rápido, especialmente em pessoas vulneráveis.

Investigação em andamento

As autoridades de saúde ainda investigam a origem da contaminação. Segundo o órgão, o número de novos casos vem caindo nos últimos dias, sugerindo que a principal fonte de exposição à bactéria Legionella pode já ter sido eliminada. O episódio ocorre menos de um ano após outro grande surto na cidade: em 2025, mais de 100 pessoas adoeceram e sete morreram no Harlem, também em Manhattan.

Como a bactéria se espalha

A doença dos legionários é causada pela bactéria Legionella, encontrada naturalmente em ambientes aquáticos. O problema surge quando ela encontra condições favoráveis para se multiplicar em sistemas artificiais de água, especialmente água morna e parada. As investigações costumam se concentrar em torres de resfriamento de edifícios, sistemas de ar-condicionado central, redes hidráulicas, reservatórios, spas e fontes ornamentais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A infecção ocorre quando a pessoa inala pequenas gotículas de água contaminada suspensas no ar. Diferentemente de outras pneumonias, a doença não é transmitida de pessoa para pessoa nem pelo consumo de água.

Equipes do Departamento de Saúde vêm coletando amostras em torres de resfriamento da região afetada. Os proprietários dos edifícios onde a bactéria foi identificada foram orientados a esvaziar, limpar e desinfetar os equipamentos para impedir novas contaminações.

Sintomas e gravidade

Após inaladas, as bactérias chegam aos pulmões e provocam a doença dos legionários, considerada a manifestação mais grave da legionelose. Os sintomas costumam aparecer entre dois e dez dias após a exposição e incluem febre alta, tosse, falta de ar, dores musculares, dor de cabeça e cansaço intenso. Alguns pacientes podem apresentar diarreia, náuseas, confusão mental e alterações do estado de consciência.

O tratamento é feito com antibióticos e é mais eficaz quando iniciado precocemente. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com a doença morrem em decorrência de complicações.

Grupos de risco

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a infecção, o risco de formas graves é maior entre idosos, fumantes, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabetes, insuficiência renal, câncer ou condições que enfraquecem o sistema imunológico, como pacientes transplantados. Pessoas jovens e saudáveis tendem a apresentar menor risco de complicações.

Prevenção

Como a bactéria se prolifera em equipamentos que utilizam água, a principal estratégia para evitar surtos é a manutenção periódica desses sistemas. Torres de resfriamento de grandes edifícios precisam de limpeza, desinfecção e monitoramento constantes para impedir a multiplicação da Legionella. Quando um surto é identificado, autoridades sanitárias inspecionam esses equipamentos e determinam a descontaminação das estruturas onde a bactéria é encontrada.

Em Nova York, a investigação continua para identificar exatamente onde ocorreu a exposição. A queda no número de novos casos indica que as medidas adotadas podem ter interrompido a circulação da bactéria na região afetada.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar