Marinha dos EUA sem almirantes mulheres pela primeira vez em 10 anos
Marinha dos EUA sem almirantes mulheres em 10 anos

Pela primeira vez em dez anos, nenhuma mulher deve se tornar almirante na Marinha dos Estados Unidos. A decisão foi tomada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que retirou sete oficiais da lista de promoção, incluindo cinco mulheres ou integrantes de minorias. Entre os nomes excluídos está a capitã Amy Bauernschmidt, a primeira mulher a comandar um porta-aviões nuclear americano.

Bloqueio de promoções gera controvérsia

O movimento de Hegseth, anunciado em 15 de julho de 2026, interrompe um ciclo de uma década em que ao menos uma mulher era promovida ao posto de almirante a cada ano. Críticos apontam que a decisão ignora o mérito e pode violar as próprias regras do Pentágono sobre igualdade de oportunidades.

A lista de promoção original, preparada por um conselho de seleção da Marinha, incluía oficiais altamente qualificados. Ao remover sete nomes, Hegseth efetivamente eliminou todas as candidatas femininas e a maioria dos candidatos de minorias. A Marinha ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e implicações

Especialistas em direito militar afirmam que a ação pode ser contestada judicialmente, pois a lei federal proíbe discriminação com base em gênero ou raça nas forças armadas. O senador Jack Reed, do Comitê de Serviços Armados, classificou a medida como "um retrocesso inaceitável".

A decisão ocorre em meio a um debate mais amplo sobre diversidade nas Forças Armadas dos EUA. Hegseth, nomeado pelo presidente, tem adotado uma postura conservadora em questões de gênero e raça. Até o momento, o Departamento de Defesa não detalhou os motivos específicos para o bloqueio das promoções.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar