O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que não se manifestará sobre a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros enquanto o presidente americano, Donald Trump, não se pronunciar sobre o assunto. A declaração foi feita durante visita à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Lula condiciona fala à posição de Trump
“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei”, disse Lula. Ele acrescentou: “No Brasil, ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós, ou não vai enganar a sociedade brasileira.”
A declaração ocorre em meio à imposição de uma tarifa de 25% pelos EUA sobre produtos brasileiros, medida que gerou expectativas sobre uma possível retaliação do governo brasileiro. Lula, no entanto, preferiu não antecipar sua posição.
Foco no SUS e na saúde da mulher
Durante o discurso, Lula justificou que não falaria sobre o tarifaço porque “a notícia tem que ser o SUS, as nossas carretas da saúde da mulher, o tratamento das mulheres.” Ele destacou a importância do Sistema Único de Saúde e das iniciativas voltadas à saúde feminina.
Ao citar as possibilidades de tratamento no SUS, Lula afirmou: “não somos os melhores do mundo, mas nós temos que ter orgulho de sermos brasileiros.” E enfatizou: “Ninguém ouse falar mal do Brasil.”
Contexto político e econômico
A tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros foi anunciada recentemente e pode impactar negativamente as exportações brasileiras. A consultoria Eurasia apontou que uma vitória de Lula nas eleições poderia dificultar a redução das tarifas americanas, reforçando o desgaste eleitoral à campanha de Flávio Bolsonaro, trazido pelo novo tarifaço.
O STF também marcou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro em inquérito por suposta falsa imputação de crimes ao presidente Lula. O caso adiciona mais tensão ao cenário político.



