EUA flexibilizam restrições de viagem para seleção do Irã na Copa de 2026
EUA flexibilizam restrições de viagem para Irã na Copa

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (23) que vai flexibilizar as restrições de viagem impostas aos jogadores do Irã na Copa do Mundo de 2026, permitindo que a seleção viaje ao país dois dias antes da próxima partida. A medida atende a reclamações da delegação iraniana, que alegava prejuízos devido às regras anteriores.

Mudança na logística da seleção iraniana

O próximo jogo do Irã será em Seattle, na sexta-feira (26), contra o Egito. A equipe, que estava hospedada em Tijuana, no México, por causa das restrições americanas, deve viajar para o local da partida na quarta-feira (24), conforme informou um membro da delegação à Associated Press. Antes, os jogadores só podiam entrar nos EUA na véspera dos jogos e precisavam retornar imediatamente após o apito final.

Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Fifa, disse à Associated Press que a mudança já era esperada. “Íamos avaliar como transcorreriam as duas primeiras etapas e, se tudo corresse bem, acrescentaríamos um dia extra, levando em conta o tempo de viagem mais longo”, explicou.

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Reclamações do técnico do Irã

As regras motivaram reclamações da delegação iraniana à Fifa. O técnico Amir Ghalenoei disse ao presidente da entidade, Gianni Infantino, que a equipe foi prejudicada e enfrentava uma situação injusta. O Irã disputou todos os jogos da primeira fase em cidades americanas, mas foi obrigado a se hospedar no México devido às restrições de viagem impostas pelos EUA a cidadãos iranianos.

A equipe ainda precisará deixar os Estados Unidos logo após o jogo, como ocorreu depois das duas partidas disputadas em Los Angeles. A partida de sábado em Boston pode repetir o enredo do jogo contra o Iraque, que foi interrompido por duas horas devido ao mau tempo e terminou com vitória francesa.

Relação entre Fifa e Trump

Em outro desdobramento, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, entregará o troféu na final da Copa do Mundo. Infantino tem cultivado uma relação cada vez mais amigável com Trump e, em dezembro, concedeu a ele a primeira edição do Prêmio da Paz da Fifa.

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