Os Estados Unidos confirmaram que cerca de 100 militares ficaram feridos nos confrontos recentes com o Irã, de acordo com o principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell. A declaração foi feita após uma reportagem de um jornal americano criticar a falta de transparência e a possível ocultação de informações sobre o conflito, que já dura 10 dias consecutivos.
Número de baixas e críticas à transparência
Além dos feridos, o Pentágono informou que 17 militares americanos morreram desde fevereiro em ações relacionadas ao conflito. A divulgação dos números ocorre em meio a pressões da imprensa e de parlamentares por mais clareza sobre as operações militares. O jornal que levantou as suspeitas de ocultação destacou que o governo vinha sendo vago sobre as baixas, o que gerou desconfiança pública.
“Estamos comprometidos em fornecer informações precisas assim que possível, respeitando a segurança operacional”, afirmou Parnell em coletiva de imprensa. Ele não detalhou a gravidade dos ferimentos, mas garantiu que todos os feridos estão recebendo tratamento adequado.
Trocas de ataques e impacto regional
Irã e EUA continuam trocando ataques pelo décimo dia consecutivo, com alvos atingidos em vários países do Golfo. As forças americanas realizaram o que chamam de “ataques de precisão” contra capacidades militares iranianas, conforme imagens divulgadas pelo Comando Central dos EUA. Do lado iraniano, mísseis e drones têm sido lançados contra bases americanas e aliadas na região.
O conflito já impacta o mercado de petróleo, com oscilações nos preços do barril. Tentativas de mediação estão sendo discutidas por potências regionais e internacionais, mas até o momento não houve avanço significativo para um cessar-fogo.



