A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo apresentava uma 'lesão muito contundente' no rosto quando deu entrada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). A oficial já chegou sem vida à unidade de saúde.
Marido preso em flagrante
O marido da vítima, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi preso em flagrante pela suspeita de feminicídio. Segundo a polícia, o casal mantinha um relacionamento conturbado, descrito por vizinhos como uma 'bomba-relógio'.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, 'havia relatos anteriores de violência doméstica entre o casal, mas nem sempre as denúncias chegavam a termo'. A investigação agora busca esclarecer as circunstâncias da morte.
Lesões e laudos periciais
Além da lesão facial, a capitã apresentava outras marcas de violência pelo corpo. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para determinar a causa exata da morte e a dinâmica dos fatos. A defesa do sargento informou que ainda não teve acesso ao inquérito e que aguarda a conclusão das perícias.
O caso repercutiu na corporação e entre os familiares. A PM de Minas Gerais emitiu nota de pesar e informou que acompanha as investigações. 'É um fato isolado que lamentamos profundamente', disse o porta-voz da instituição.
Violência doméstica e feminicídio
O crime de feminicídio é caracterizado quando a morte de uma mulher ocorre por razões de gênero, geralmente em contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição feminina. A lei prevê penas de 12 a 30 anos de reclusão.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2025, Minas Gerais registrou uma média de um feminicídio a cada três dias. O caso da capitã Michele Leão reforça a gravidade do problema, mesmo entre agentes de segurança.



