Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã, elevando a tensão no Oriente Médio a níveis críticos. O presidente americano, Donald Trump, declarou: 'Vamos atacá-los, e com muita força'. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (10), quando Trump também afirmou que o Irã está demorando a aceitar um acordo diplomático.
Resposta iraniana e novos bombardeios
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu com veemência, escrevendo que o Irã não vai recuar diante das ameaças. Na madrugada anterior, os Estados Unidos já haviam realizado um ataque depois que um drone iraniano abateu um helicóptero americano. No início da noite desta quarta-feira, o Pentágono anunciou uma nova onda de ataques em resposta às agressões iranianas. Agências de notícias do Irã relataram explosões em cidades costeiras no Estreito de Ormuz, uma região estratégica para o transporte global de petróleo.
Trump alega controle do estreito
Trump também afirmou que uma operação militar secreta já permitiu que mais de 200 navios de vários países passassem pelo Estreito de Ormuz com escolta americana, transportando cerca de 100 milhões de barris de petróleo. O presidente americano acrescentou que as forças dos Estados Unidos controlam o estreito, intensificando a pressão sobre o Irã.
Escalada de conflitos e fragilidade do cessar-fogo
Em menos de uma semana, ocorreram ataques entre Irã e Israel, e entre Irã e Estados Unidos. O cessar-fogo alcançado em abril nunca esteve tão frágil. Em Genebra, a correspondente Bianca Rothier questionou o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, sobre a nova escalada. Türk respondeu: 'Estou horrorizado. O cessar-fogo e o direito internacional têm que ser totalmente respeitados'.
Declarações e repercussão
Trump reiterou que voltará a atacar o Irã 'ainda hoje', afirmando que os iranianos 'deveriam ter assinado o acordo'. Paralelamente, acusações conjuntas dos Estados Unidos e países europeus apontam que o Irã quer executar um 'plano letal e maligno' na Europa. A comunidade internacional observa com preocupação o aumento das hostilidades na região.



