EUA aprovam US$ 70 bi para ofensiva migratória de Trump
EUA aprovam US$ 70 bi para ofensiva migratória de Trump

O Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que destina US$ 70 bilhões para custear a ofensiva migratória do governo Trump. A medida, que recebeu apoio majoritário republicano, prevê o financiamento de ações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e da Patrulha de Fronteira, além de outras agências envolvidas na fiscalização migratória.

Detalhes do financiamento

Os recursos serão usados para ampliar a capacidade de detenção, acelerar processos de deportação e reforçar a segurança na fronteira com o México. O projeto também inclui verbas para contratação de novos agentes e modernização de equipamentos. A proposta foi celebrada por republicanos, que veem a medida como essencial para cumprir as promessas de campanha de Trump.

Reações e críticas

Democratas criticaram o projeto, classificando-o como um "cheque em branco" para políticas migratórias consideradas desumanas. Líderes da oposição lamentaram que o Congresso não tenha aproveitado a oportunidade para promover reformas no ICE, como a limitação de mandados de busca e a proteção de direitos de imigrantes. Defensores de uma linha mais dura contra a imigração, por outro lado, expressaram frustração por as autoridades não conseguirem alcançar a meta de um milhão de deportações por ano.

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Exclusões e polêmicas

O texto final excluiu propostas controversas de Trump, como a construção de um salão de baile na Casa Branca e a criação de um fundo para combater a "politização da Justiça". A exclusão ocorreu após negociações no Congresso, onde essas demandas foram consideradas excessivas. Apesar disso, o projeto manteve itens como a ampliação de centros de detenção e o uso de tecnologia de vigilância.

O governo Trump enfrenta pressão de setores mais radicais, que pedem ações ainda mais duras. Enquanto isso, organizações de direitos humanos prometem contestar a lei na Justiça, alegando violações a garantias constitucionais. O projeto agora segue para sanção presidencial, que deve ocorrer nos próximos dias.

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